Mamografia é a melhor arma das mulheres contra o câncer de mama

Neste mês aumentam o número de notícias, campanhas e alertas para que mulheres procurem exames e tenham estratégias de combate ao câncer de mama. Com mais acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento, a chance de sucesso nessa luta é bem maior.
21/10/2020 17:50

Neste mês aumentam o número de notícias, campanhas e alertas para que mulheres procurem exames e tenham estratégias de combate ao câncer de mama. Com  mais acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento, a chance de sucesso nessa luta é bem maior.

O câncer de mama, assim como todos os demais tipos de câncer, acontece devido a uma alteração genética que pode ocorrer por hereditariedade ou por condições externas relativas ao estilo de vida, alimentação e exposição a elementos cancerígenos, entre outros fatores.

A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que, em 2021, sejam diagnosticados 66 mil novos casos. O câncer de mama é o que mais mata mulheres. Ele também é o mais comum entre elas quando desconsiderado o câncer de pele não-melanoma, um câncer muito comum causado pela exposição excessiva ao sol.

Exame

A mamografia (radiografia feita a partir da compressão das mamas) é o principal exame para rastrear câncer de mama na mulher e no homem. O mamógrafo acusa nódulos ainda minúsculos, a partir de 4 milímetros de diâmetro.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda a mamografia de rastreamento anual a partir dos 40 anos para mulheres de risco habitual e dez anos mais cedo para mulheres de alto risco. Já o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer sugerem a mamografia de rastreamento partir dos 50 anos a cada dois anos e, no caso do grupo de maior risco, a anual a partir dos 35 anos. Independentemente da faixa etária, é importante fazer exames preventivos regularmente.

O diagnóstico precoce fornece à paciente uma chance maior de cura e aumenta a sobrevida, uma vez que possibilita a intervenção antes do desenvolvimento do câncer ou em suas fases iniciais, quando o tratamento é, na maioria dos casos, mais efetivo. Para a ginecologista e mastologista Daniele Mendes, da Coordenação de Atenção à Saúde do Servidor (Coasas), descobrir cedo é uma arma poderosa nessa luta.

— Nós nos baseamos em dois pilares: prevenção e identificação de doenças iniciais e tratamento precoce, neste caso, a mamografia. É importante realizar a mamografia regularmente. Mamografia é uma grande aliada — orienta.

O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. Por ser raro, o rastreamento do câncer de mama masculino é feito somente em paciente com queixas. O diagnóstico do câncer de mama masculino é feito da mesma maneira que o feminino: com mamografia, ultrassom e biópsia.

Historicamente divulgado como método de prevenção, atualmente o autoexame não está entre as técnicas recomendadas de rastreamento do câncer de mama. Mas, claro, ninguém melhor que a própria pessoa para notar alterações e apontar que alguma coisa está diferente.  Independentemente da idade, é fundamental a mulher estar atenta para identificar alterações suspeitas. O autoconhecimento e visitas regulares ao médico ajudam no diagnóstico precoce do câncer de mama e aumentam as chances de sucesso no tratamento.

Hábitos

Sedentarismo e obesidade contribuem para o desenvolvimento do câncer de mama. Além dos exames de rastreamento, o câncer de mama pode ser prevenido com hábitos saudáveis no dia a dia. Para Daniele Mendes, é importante adotar um estilo de vida mais saudável. “Mantenha seu índice de massa corporal (IMC) normal, peso corporal adequado, tenha alimentação pobre em açúcar e gordura, não fume, beba com moderação e faça exames preventivos”, destaca Daniele.

Ela conversou com a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, numa live sobre o Outubro Rosa. Confira os principais trechos do vídeo: