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Brasil: da Monarquia à República
A partir de 8 setembro de 2020

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Arquivo, Biblioteca e Museu: Memória do Senado
13 MAI 2019 - 07 JUN 2019

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Museu do Senado Federal
Permanente

DESTAQUES

Visita técnica marca atividades no dia em que Museu completou 30 anos

Funcionários dos Museus do Senado e da República durante a visita ao laboratório

 

No último dia 1º de julho, data em que completou 30 anos, o Museu do Senado recebeu representantes do Museu Nacional da República. Técnicos das duas instituições discutem no momento a renovação de um acordo de cooperação técnica cuja vigência terminará em setembro.

Liderados pela diretora do Museu da República, Sara Seilert, eles visitaram toda a estrutura física do Museu do Senado, que inclui a área destinada à visitação pública, no prédio principal; o laboratório, onde são realizados serviços de restauração e higienização de peças históricas e artísticas; e a reserva técnica, que abriga aquela parte de um acervo que abrange no total mais de 1 mil itens. Em sua maior parte, eles se integram às instalações do Senado, estando visíveis em salões, corredores e gabinetes parlamentares.

Criado em 1º de julho de 1991 pelo então presidente do Senado, Mauro Benevides, o Museu do Senado nasceu com o propósito de “coletar, pesquisar, preservar e divulgar os testemunhos da história do Senado Federal”, conforme estabeleceu a Resolução 26/1991, que o criou.

Durante muito tempo a sua estrutura administrativa se restringiu a um pequeno grupo de servidores, empenhados principalmente em catalogar e preservar um acervo inestimável. Além de objetos históricos de grande valor, vários deles trazidos das sedes anteriores do Senado no Rio de Janeiro (os palácios Monroe e do Conde dos Arcos), ele reúne centenas de obras artísticas, de autoria de alguns dos principais nomes da arte brasileira.

Em julho de 2012, passou a se chamar “Museu Histórico Senador Itamar Franco”, em homenagem ao senador que, ainda em 1976, propôs pela primeira vez a criação de uma unidade museológica para preservar e divulgar a memória do Senado. Em dezembro de 2018, ganhou status de coordenação – a Coordenação de Museu (COMUS), que é vinculada à Secretaria de Gestão de Informação e de Documentação do Senado (SGIDOC).

Cooperação

Já o Museu da República, inaugurado em 2006, é reconhecido pelo original formato semi-esférico saído da imaginação do arquiteto Oscar Niemeyer, que o coloca em destaque no Eixo Monumental, uma das principais vias de Brasília. Com cerca de 1,4 mil obras, que datam desde meados do século XX até os dias atuais, é um museu de arte, administrado pelo governo do Distrito Federal.

Sara Seilert, diretora do Museu da República, destaca a importância da visita e da cooperação entre instituições museológicas: “Foi muito boa a visita. Parcerias técnicas e trocas de experiências são uma forma de fortalecer a atuação dos museus públicos”.

O acordo de cooperação prestes a expirar possibilitou à COMUS contar com o apoio do Museu da República na curadoria de exposições e no desenvolvimento de um projeto-piloto para precificação de obras de arte. Em contrapartida, o Senado imprimiu catálogos de arte e realizou várias atividades conjuntas com o Museu da República.

Alan Silva, coordenador da COMUS, explica que ainda estão sendo discutidos os termos do novo acordo de cooperação. Mas é certo, adiantou, que eles incluirão a possibilidade de compartilhar os arquivos digitalizados dos dois acervos: “Mas também devemos renovar os termos anteriores em relação a questões como troca de informações e realização de cursos e treinamentos. No passado, quando ainda não existia a COMUS, tínhamos mais a receber do que a dar. Evoluímos desde então e essa troca poderá ser feita agora no mesmo patamar colaborativo”.

Centro Cultural

Os representantes do Museu da República também visitaram o imóvel na L4 Norte que servirá de sede ao futuro Centro Cultural dos Poderes da União (CCPU). A área, onde já funcionou o Clube dos Servidores, tem mais de 80 mil metros quadrados e foi cedida ao Senado pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) sob o compromisso de que nela seja edificado um centro de memória mantido pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

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A passagem da Monarquia para a República, num mergulho virtual


Quadro “A Pátria” (1919), de Pedro Bruno


Era uma vez um Império bem-sucedido na garantia da integridade territorial do país, mas refém da escravidão e de uma estrutura social que excluía quase toda a população dos benefícios do crescimento econômico e de qualquer tipo de participação política.

» Visite a exposição "Brasil: da Monarquia à República"

 

Fosse uma fábula, a história narrada em Brasil: da Monarquia à República, primeira exposição virtual organizada pelo Museu do Senado, poderia começar assim. Mas, ao contrário dos contos que nos entretinham quando éramos crianças, o enredo não está centrado no confronto entre vilões e suas vítimas.

Com a ajuda de vídeos, obras de arte, fotografias, charges da época, documentos históricos, mapas e gráficos, veremos como um regime político apoiado na monocultura do café e no poder dos grandes proprietários de terras, se tornou obsoleto para atender às aspirações de uma população que se urbanizava e na qual novas elites pregavam maior autonomia em relação à Coroa portuguesa.

São 15 “galerias” virtuais, antecedidas por um amplo painel de apresentação. Eles reconstituem com imagens reveladoras e cuidadosa pesquisa histórica a queda da monarquia num momento como o atual, em que, como observa o curador da exposição, José Dantas Filho, “se questiona se a república deu certo”.

Brasil: da monarquia à republica “foi produzida para rodar em qualquer tipo de computador ou celular”, destaca o coordenador do Museu do Senado, Alan Silva. Ele prossegue: “Buscamos o caminho da simplicidade, valorizando os conteúdos no lugar dos recursos visuais de ponta, para alcançar o máximo possível de visitantes, inclusive aqueles que não dispõem de internet rápida ou de equipamentos de alta performance. Nosso principal objetivo é levar a história ao cidadão. Quem foram os principais personagens, quais foram suas motivações, quais impactos causaram na nossa população? Como estamos avançando ao longo do tempo no processo de construção da democracia, da nossa cidadania? São essas as principais perguntas que desejamos responder”.

Professor de História e consultor do Senado, o curador José Dantas Filho explica que a república nasceu da incapacidade do Império de satisfazer às demandas de novos segmentos sociais, que emergiram a partir da decadência da escravidão e do desenvolvimento dos serviços urbanos. Tais setores incluíram uma nova classe média, formada por militares, profissionais liberais e servidores públicos; uma burguesia industrial nascente; e os trabalhadores livres, até então totalmente privados de qualquer participação política.

“Toda mudança política de vulto tem a ver com o descompasso entre a realidade econômica e social e a estrutura institucional. Se o sistema político não dá espaço às novas forças sociais que emergem, elas criam esse espaço mudando o sistema político”, afirma o curador da exposição.

A crise econômica causada pelo aumento da dívida externa, a influência das ideias pró-república e pró-democracia, a crescente força dos militares e a contrariedade dos senhores de terras com o fim da escravidão  são outros dos muitos elementos presentes nessa trama rica e complexa, cujos desdobramentos se estendem até hoje.

Recheiam a narrativa dicas de livros que podem ser baixados gratuitamente da Livraria do Senado, além de minuciosas referências para as fontes utilizadas na exposição – praticamente todas elas, disponíveis na Biblioteca e no Arquivo do Senado. O objetivo é oferecer a quem quiser saber mais sobre qualquer um dos temas tratados alguns caminhos possíveis para mergulhar mais fundo na história.

Quanto à república, vale lembrar que ela chegou prometendo “paz, liberdade e fraternidade”. De fato, permitiu que a sociedade se desenvolvesse em vários aspectos. Como sabemos, porém, permanecem imensos os desafios a enfrentar.

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Morre Judite Melo, autora de uma das obras do acervo permanente

O senador Rogério Carvalho (de paletó azul) e a obra de Judite Melo, no dia em que ela foi doada ao Museu do Senado. Crédito da foto: Divulgação


Reconhecida como uma das principais expressões da arte sacra sergipana, a escultora Judite Melo faleceu na madrugada desta terça-feira (16) no município de Estância (SE). Autodidata, com obras expostas por todo o país e também no exterior, Judite Melo é autora de “Imaculada Conceição cercada pelos cinco anjos”.

A obra integra o acervo permanente do Museu do Senado, após ter sido doada no ano passado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). A escultura, de cerâmica e com 68 centímetros de altura, é uma representação de Nossa Senhora da Conceição.

O senador, que lidera a bancada petista no Senado, enviou a seguinte manifestação sobre a morte da artista: "Quando falamos de Dona Judite, lembro do abraço aconchegante, do olhar carinhoso e da alegria dela em saber da nossa admiração por sua arte. No nosso último encontro, fui pegar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, que dona Judite fez com tanta delicadeza. O que me conforta a alma é que a riqueza da sua arte está eternizada no Senado Federal. Nossa solidariedade aos familiares pela despedida. E minha eterna admiração à querida dona Judite".

Judite Melo é o nome artístico de Maria Judite de Melo Andrade. Ela completou 95 anos no dia 6 de maio. Começou a produzir depois de criar um presépio em argila e desenvolveu o seu talento na mesma medida em que conquistou crescente reconhecimento. Estava há 17 dias internada em Estância, onde foi enterrada na tarde desta terça (16).

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ENDEREÇO

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