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Vídeo mostra as obras e a importância de Fayga Ostrower

Fayga em seu ateliê, no Rio de Janeiro


Obras de Fayga Ostrower integram o acervo de alguns dos principais museus de arte do mundo, como o Moma, de Nova York, o Victoria and Albert Museum, em Londres, e muitos outros.

Também fazem parte de coleções privadas importantes e de muitas instituições públicas do país. No acervo permanente do Museu do Senado, são ao todo 63 gravuras, 26 delas doadas pelo Instituto Fayga Ostrower em 2020, ano em que a artista completou o centenário de nascimento. Com o vídeo “Fayga Ostrower no Museu do Senado”, a Coordenação de Museu do Senado Federal (COMUS) dá maior visibilidade a esses trabalhos, ao mesmo tempo em que mostra a importância de Fayga para a arte brasileira. Veja o vídeo agora:

 

“Ela faz a forma flutuar”, disse certa vez sobre Fayga o poeta Carlos Drummond de Andrade, destacando uma das características centrais da sua contribuição estética: a capacidade de explorar formas, cores, texturas e luzes de modo a expandir as possibilidades de percepção de quem observa. “Sua arte vibra”, resumiu o curador Carlos Martins ao assinar o catálogo de uma importante retrospectiva da artista. “Abra os olhos e ouça”, aconselhava Martins.

Ferreira Gullar, poeta e crítico de arte, escreveu que as obras de Fayga Ostrower “são criações de rara beleza e expressividade, mas, sobretudo, manifestação de uma tal maestria e talento que só se encontra nas grandes obras de arte”. Outro importante crítico, Olívio Tavares de Araújo, publicou: “Para a minha geração, o simples nome de Fayga Ostrower provoca um sentimento de plenitude, porque está associado a muitas vivências belas e insubstituíveis”.

 

Polonesa de nascimento, via-se e era vista como brasileira, pois foi no Brasil que viveu desde os 13 anos de idade, conheceu e se casou com o alemão Heinz, de quem tomou emprestado o sobrenome, e construiu uma carreira única. Reconhecida internacionalmente como grande gravurista, foi também pintora, desenhista, ilustradora, ceramista, pesquisadora, escritora, teórica de arte e professora.

Sua escolha pela gravura tinha o anunciado propósito de contribuir para tornar a arte mais acessível às pessoas. A mesma razão invocada agora pela filha Noni Ostrower, presidente do instituto mantido pela família, para ter doado desde 2020 a diversas instituições públicas 1.690 obras da artista, além de 1.592 publicações (como livros e catálogos) e 210 matrizes de gravação.

Doar foi também uma forma de contornar as dificuldades de zelar por um acervo que, mesmo valiosíssimo, vem sendo cuidado pela família sem patrocínio privado e sem apoio governamental.

Assista o vídeo “Fayga Ostrower no Museu do Senado”

Veja outros vídeos do Museu: https://www.youtube.com/playlist?list=PLLLnytnGoqiafAQmK29jqRbyDNec1x3P5

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Webinar nesta quarta debate desafios dos direitos autorais na era digital

 

Um webinar com especialistas das áreas de museologia, direitos autorais e preservação de patrimônio cultural, às 16h desta quarta-feira (22), marcará a participação do Museu do Senado na 15ª Primavera dos Museus.

Veja a transmissão pela TV Senado: https://youtu.be/E7m4AXXRETM

A Primavera dos Museus é organizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), sempre no mês de setembro, reunindo em uma só programação atividades de diversos museus e centros culturais. Neste ano, entre os próximos dias 20 e 26, nada menos que 685 instituições públicas e privadas promoverão 1.760 eventos. Como fio condutor, o tema proposto pelo Ibram este ano foi “Museus: perdas e recomeços”. A ideia é estimular uma reflexão sobre o papel dos museus neste momento de pandemia, em que todos temos sido forçados, individual e coletivamente, a constantes exercícios “de superação e de reinvenção”.

O assunto escolhido pelo Museu do Senado ganhou importância exatamente por causa da pandemia de covid-19. O mundo digital, por um lado, abre caminhos inesgotáveis para disseminar a história, a arte e o conhecimento, além de permitir ampliar imensamente o público atingido pelos museus.

Por outro lado, criou dificuldades novas. Uma delas é lidar adequadamente com os direitos de propriedade intelectual e artística, uma questão especialmente crítica em relação às obras de arte. Segundo os artigos 77 e 78 da Lei dos Direitos Autorais (Lei 9.610/1998), é proibido reproduzi-las por qualquer meio sem autorização “por escrito” e, conforme a legislação, presumidamente “onerosa”.

Assim, o Museu do Senado, por exemplo, vive uma situação curiosa. Pode expor livremente, em ambiente presencial, todas as cerca de 3 mil obras pertencentes ao seu acervo. Mas não possui autorização expressa para reproduzir em ambiente virtual a grande maioria desses itens, que foi incorporada ao seu patrimônio em tempos pré-internet.

Sob a mediação de Alan Silva, coordenador do Museu do Senado, três especialistas de renome participarão do webinar, que será realizado a partir das 16h da próxima quarta-feira (22), tendo como título “Direitos autorais na era digital: o desafio dos museus”:

Carla Janne Farias Cruz –assessora do Gabinete da Presidênciado Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), tem graduação superior em Teoria, Crítica e História da Arte, pela Universidade de Brasília, e mestrado em Cooperação Internacional pela Universidade de Leeds, na Inglaterra.

Eleonora Santa Rosa –gestora, consultora e estrategista da área cultural, foi secretária de Cultura de Minas Gerais e diretora executiva do Museu de Arte do Rio (MAR). Concebeu e implementou inúmeros projetos nos campos da museologia e da preservação do patrimônio histórico e cultural.

Mariana Valente – diretora do InternetLab, centro de pesquisas nas áreas de Direito e Tecnologia, é advogada, com mestrado e doutorado em Direito pela Universidade de São Paulo. Autora, entre outros trabalhos, de A construção do direito autoral no Brasil (Ed. Letramento, 2019).

SERVIÇO

Direitos Autorais na Era Digital: o Desafio dos Museus

Data: Quarta-feira, 22 de setembro
Horário: 16 horas

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Visita técnica marca atividades no dia em que Museu completou 30 anos

Funcionários dos Museus do Senado e da República durante a visita ao laboratório

 

No último dia 1º de julho, data em que completou 30 anos, o Museu do Senado recebeu representantes do Museu Nacional da República. Técnicos das duas instituições discutem no momento a renovação de um acordo de cooperação técnica cuja vigência terminará em setembro.

Liderados pela diretora do Museu da República, Sara Seilert, eles visitaram toda a estrutura física do Museu do Senado, que inclui a área destinada à visitação pública, no prédio principal; o laboratório, onde são realizados serviços de restauração e higienização de peças históricas e artísticas; e a reserva técnica, que abriga aquela parte de um acervo que abrange no total mais de 1 mil itens. Em sua maior parte, eles se integram às instalações do Senado, estando visíveis em salões, corredores e gabinetes parlamentares.

Criado em 1º de julho de 1991 pelo então presidente do Senado, Mauro Benevides, o Museu do Senado nasceu com o propósito de “coletar, pesquisar, preservar e divulgar os testemunhos da história do Senado Federal”, conforme estabeleceu a Resolução 26/1991, que o criou.

Durante muito tempo a sua estrutura administrativa se restringiu a um pequeno grupo de servidores, empenhados principalmente em catalogar e preservar um acervo inestimável. Além de objetos históricos de grande valor, vários deles trazidos das sedes anteriores do Senado no Rio de Janeiro (os palácios Monroe e do Conde dos Arcos), ele reúne centenas de obras artísticas, de autoria de alguns dos principais nomes da arte brasileira.

Em julho de 2012, passou a se chamar “Museu Histórico Senador Itamar Franco”, em homenagem ao senador que, ainda em 1976, propôs pela primeira vez a criação de uma unidade museológica para preservar e divulgar a memória do Senado. Em dezembro de 2018, ganhou status de coordenação – a Coordenação de Museu (COMUS), que é vinculada à Secretaria de Gestão de Informação e de Documentação do Senado (SGIDOC).

Cooperação

Já o Museu da República, inaugurado em 2006, é reconhecido pelo original formato semi-esférico saído da imaginação do arquiteto Oscar Niemeyer, que o coloca em destaque no Eixo Monumental, uma das principais vias de Brasília. Com cerca de 1,4 mil obras, que datam desde meados do século XX até os dias atuais, é um museu de arte, administrado pelo governo do Distrito Federal.

Sara Seilert, diretora do Museu da República, destaca a importância da visita e da cooperação entre instituições museológicas: “Foi muito boa a visita. Parcerias técnicas e trocas de experiências são uma forma de fortalecer a atuação dos museus públicos”.

O acordo de cooperação prestes a expirar possibilitou à COMUS contar com o apoio do Museu da República na curadoria de exposições e no desenvolvimento de um projeto-piloto para precificação de obras de arte. Em contrapartida, o Senado imprimiu catálogos de arte e realizou várias atividades conjuntas com o Museu da República.

Alan Silva, coordenador da COMUS, explica que ainda estão sendo discutidos os termos do novo acordo de cooperação. Mas é certo, adiantou, que eles incluirão a possibilidade de compartilhar os arquivos digitalizados dos dois acervos: “Mas também devemos renovar os termos anteriores em relação a questões como troca de informações e realização de cursos e treinamentos. No passado, quando ainda não existia a COMUS, tínhamos mais a receber do que a dar. Evoluímos desde então e essa troca poderá ser feita agora no mesmo patamar colaborativo”.

Centro Cultural

Os representantes do Museu da República também visitaram o imóvel na L4 Norte que servirá de sede ao futuro Centro Cultural dos Poderes da União (CCPU). A área, onde já funcionou o Clube dos Servidores, tem mais de 80 mil metros quadrados e foi cedida ao Senado pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) sob o compromisso de que nela seja edificado um centro de memória mantido pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

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