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Obras de Arte do Senado destruídas em protestos começam a ser restauradas

A equipe de restauradores do Museu do Senado está trabalhando arduamente para consertar as 14 obras de arte danificadas durante a invasão ao Senado, no dia 8 de janeiro deste ano. A primeira delas já foi restaurada e recolocada no devido lugar. Trata-se do quadro Trigal na Serra, de Guido Mondin, de 1967, que fica exposto na Sala de Recepção da Presidência da casa. A obra foi devolvida, no dia 2 de fevereiro, ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que enalteceu mais um sinal de resiliência da democracia brasileira.

— Essa tela representa, primeiro, nossa capacidade de recuperação. É um gesto simbólico de que esta obra que foi vilipendiada, danificada, vandalizada, mas está recuperada, como recuperados estarão os outros espaços do Senado em sua plenitude muito brevemente. É também um símbolo de que a democracia está de pé e de que nós somos capazes de reestabelecer a democracia, apesar de, em algum momento, terem tentado tomá-la de assalto — disse.

O chefe do laboratório de restauração do Museu do Senado, Ismail de Souza Carvalho Neto , explicou a situação em que o quadro foi encontrado.

— A tela estava fora da moldura, entre estilhaços de vidro, e havia muitos deles em toda a pintura. O quadro também, infelizmente, estava bastante molhado, encharcado, e por isso empenou.  Não é uma pintura em tela, e sim sobre madeira eucatex, que é muito porosa e suga muita água. Apesar de todos os cuidados, o quadro desenvolveu fungos, que tiveram que ser removidos — explicou.

A recuperação foi feita pelo conservador Nonato Nascimento. O trabalho de recuperação da peça, de 92 por 112 centímetros, começou logo após os ataques, ainda na Presidência da Casa. O trabalho incluiu a remoção dos fragmentos de vidro, a remoção dos esporos de fungos e a colocação da tela entre papéis mata-borrão e, depois, em uma prensa para que o empenamento fosse corrigido. Nos locais onde houve perda de cores, o restaurador fez a reintegração cromática.

Nascido em Porto Alegre (RS), em 1912, Guido Mondin foi pintor, economista, empresário, professor e político — inclusive como senador, por dois mandatos (1959 a 1975). O quadro foi uma das obras doadas por ele ao Senado. Além de Trigal na Serra, compõem o acervo da Casa outras nove obras. Mondim morreu em 2000, aos 88 anos.

Com texto publicado, originalmente, pela equipe da intranet do Senado

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Marcelo Grassmann: o artista das figuras fantasiosas do universo imaginário

A série de matérias sobre os artistas modernistas com obras de propriedade do Senado, em comemoração ao centenário da Semana de Modernismo, ocorrida em março de 1922, homenageia, nessa matéria, o modernista Marcelo Grassmann. O artista visual foi escultor, desenhista, gravador, entalhador de móveis, ilustrador e professor. Ele era conhecido por um trabalho de elevada qualidade técnica, com linguagem própria, única e inovadora no campo das artes, baseada no universo imaginário da fantasia e da mitologia.

O acervo do Museu do Senado possui três gravuras de Grassmann, todas estampas em calcogravura sobre papel, com desenhos de seres imaginários e fictícios, mas em situações comportamentais reflexivas, como se desejassem expressar seus sentimentos, característica marcante do artista. Duas dessas obras estão no gabinete do senador Márcio Bittar e a outra, no gabinete do senador Rodrigo Cunha.

Nascido em São Simão (SP), em 1925, Marcelo Grassmann iniciou estudos em fundição e entalhe em madeira ainda adolescente, na Escola Profissional Masculina do Brás. A partir de 1943, começou a se aprimorar mais profundamente em técnicas de gravura, desenho e ilustração. Profissionalmente, começou a carreira como entalhador de móveis, passando a ilustrador de importantes jornais e, depois, a gravurista reconhecido dentro e fora do Brasil.

O reconhecimento pela trajetória artística veio em 1953, do Salão Nacional de Arte Moderna, que premiou Grassmann com uma viagem à Áustria, onde o artista se aprimorou em diferenças técnicas no campo das artes plásticas. A partir de então, as exposições individuais e coletivas, tanto no Brasil quanto no exterior, passaram a ser uma rotina na vida do artista, com destaque para trabalhos em desenho e gravura em metal, nas mais variadas técnicas.

Grassmann se tornou uma lenda na arte de misturar variadas técnicas em composições surrealistas, figurativas, recheadas de simbolismos que transitam em um campo extremamente fértil e imaginativo da criação de figuras fantasiosas. Tais características o elevaram à categoria de um dos artistas brasileiros mais reconhecidos e premiados no campo da arte moderna. Em 1969, grande parte das obras dele foram incorporadas ao acervo da Pinacoteca de São Paulo e, em 1978, a casa em que viveu, em São Simão (SP), foi tombada e transformada em museu.

A chefe de serviço de Gestão de Acervo Museológico, Maria Cristina Silva Monteiro, explica que poucos sabem que Grassmann também foi um grande estudioso da história da arte e mitologia medieval e renascentista, conhecimentos que o ajudaram a compor seu universo mítico e fantástico. “Grassmann era um artista moderno que nunca se rendeu ao modismo, porque tinha um tema próprio. As três gravuras expostas no acervo do Museu do Senado expressam essa riqueza criativa e de detalhes singular que marcou a trajetória dele como um artista das figuras fantasiosas do imaginário. Todos três quadros são desenhos de seres mitológicos de criação própria, cada qual com sua beleza singular e uma expressividade única que Grassmann dominava com maestria”, explica Cristina.

Na opinião de Ricardo Movits, chefe do Serviço de Exposições, Curadoria e Comunicação do Museu do Senado (SEEC/COMUS), o profundo conhecimento que Grassmann tinha dos meios e técnicas gráficas dava vida às obras dele. “Tamanha é a perfeição dos seres desenhados por Grassmann – como elmos, diabos, dragões, donzelas, guerreiros, cavaleiros, monstros, seres parte humano e parte animais, entre outros - que alguns parecem ter pousado para ele. Longe de serem simples figuras, tais personagens parecem demonstrar emoções, como desejos e melancolias típicas de um humano comum. Esse formato único e fantasioso de ver o universo imprime um certo lirismo medieval encantador característico da obra de Grassmann”, explica Movits.



 

 

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Nosso Museu possui obra de Rebolo, que desenhou o símbolo do Corinthians

A série de matérias sobre os artistas modernistas com obras de propriedade do Senado homenageia, nessa publicação, o artista visual Francisco Rebolo Gonzales.

Rebolo, como era mais conhecido, foi pintor, gravador, desenhista e paisagista, mas o que poucos sabem é que ele iniciou a carreira profissional no futebol e só migrou para as artes plásticas aos 32 anos de idade. A partir de então, tornou-se um conceituado paisagista da pintura nacional com a temática voltada, principalmente, para figuras, retratos e auto-retratos, flores e naturezas-mortas.

O Museu do Senado possui a pintura Jardim (Floresta Amazônica), que decora a Residência Oficial da Presidência da Casa. A tela, feita em óleo sobre chapa de fibra de madeira, é recheada de árvores em tons fortes. Ela expressa a paixão de Rebolo pela natureza, em especial a diversidade da flora brasileira.

Segundo a chefe de serviço de Gestão de Acervo Museológico, Maria Cristina Silva Monteiro, Rebolo sempre se destacou pelos tons coloridos, mas com formas bem definidas que inspiram, no público, um olhar empático e lírico, especialmente nas paisagens e cenas urbanas.

— Rebolo tinha uma empatia especial com a natureza, como demonstra o quadro do acervo do nosso museu, uma bela pintura da floresta Amazônica, em tons harmônicos predominantemente em verde, mas também com a mistura de outras cores, compondo uma paisagem poética e lírica. Embora não tenha se fixado somente na natureza, Rebolo nunca abandonou a figuração e, em especial, a pintura de paisagens, característica marcante da obra dele — explica.

Duas carreiras

Nascido em 1902, filho de imigrantes espanhóis, Rebolo teve uma infância de privações. De 1915 a 1917 estudou desenho e trabalhou como aprendiz de decorador, mas, em 1917, optou por se tornar jogador de futebol, carreira na qual permaneceu até 1932. Durante esses 15 anos, ele atuou no Corinthians e no Ypiranga, dois clubes paulistas.

Em 1926, ainda na ativa como jogador de futebol, Rebolo abriu um ateliê de decoração, mas, a partir de 1934, com a aposentadoria da área esportiva, resolveu investir na carreira de artista plástico, destacando-se como um importante pintor modernista. É dele o desenho do símbolo definitivo do Corinthians, time no qual atuou de 1921 a 1927, segundo dados do Instituto Rebolo.

Como artista, Rebolo teve uma carreira de sucesso. Em 1956 foi premiado com uma viagem pela Europa no 3º Salão de Arte Moderna. Partiu com a família para o Vaticano, onde fez curso de restauração e aproveitou para se aperfeiçoar em técnicas diversas em outros seis países: Espanha, Alemanha, Itália, Áustria, França e Holanda. A partir dessa experiência, o retorno ao Brasil resultou em diversas exposições e encomendas de obras, um status que garantiu uma vida mais confortável.

Expressão artística

Embora tenha iniciado um trabalho voltado para a figuração, Rebolo passou, a partir da década de 1950, ao abstracionismo e, depois, ao construtivismo. Desprezando fórmulas e teorias complicadas, era um artista que acreditava na experiência humana do pintor, como ressalta Ricardo Movits, chefe do Serviço de Exposições, Curadoria e Comunicação do Museu do Senado.

— Inspirado pela simplicidade da natureza silvestre, com cenários bucólicos, colinas, natureza, recantos humildes, hortas e jardins, Rebolo ganhou a simpatia do público e dos críticos, tornando-se um artista muito premiado no Brasil e no exterior — destaca.

Dedicado à carreira, o artista participou da criação do Sindicado dos Artistas Plásticos de São Paulo e do Clube dos Artistas e Amigos da Arte (Clubinho), do qual foi diretor por várias vezes. Seu acervo, espalhado por diversos museus brasileiros e coleções particulares, possui cerca de 3000 pinturas, centenas de desenhos e dezenas de gravuras em técnicas variadas.

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ENDEREÇO

Museu do Senado

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