Mais de 13 milhões de brasileiros vivem com diabetes
Cerca de 422 milhões de pessoas no mundo têm diabetes, diz a Organização Mundial de Saúde (OMS). Erra quem pensa que os países ricos e abastados na oferta de alimentos são os que mais contribuem para essa estatística: de cada cinco diabéticos, quatro vivem em países cujo orçamento é considerado baixo ou mediano. O descontrole permeia regiões como as américas do Sul e Central, que devem passar dos atuais 32 milhões de diabéticos para 48 milhões até 2045. Pouco tempo para um aumento de 50%.
A pior perspectiva recai, contudo, sobre o continente africano – hoje com 24 milhões de casos: em 24 anos, é esperado um aumento de 134%no número de pacientes, indo a 55 milhões. No Oriente Médio e norte da África, um aumento de 87% nos diagnósticos deve fazer o número de adultos com diabetes pular dos 73 milhões registrados hoje para 136 milhões em 2045.
As estimativas acima fazem parte da décima edição do Atlas lançado pela Federação Internacional de Diabetes. Os dados foram recentemente atualizados para a campanha mundial de conscientização sobre a doença, que ocorre em 14 de novembro.
A Sociedade Brasileira de Diabetes calcula que mais de 13 milhões de brasileiros viviam com a doença, sendo esse um número com potencial de crescimento.
A doença
O diabetes tem relação direta com a capacidade do pâncreas de produzir insulina. Esse hormônio é importante para controlar os níveis de glicose (açúcar) do sangue.
O corpo precisa do açúcar para gerar energia. E ele não chega só na forma cristal ou refinada. Os carboidratos, por exemplo, geram outros tipos de açúcares para o corpo, e é a insulina quem processa esse material. Quando uma pessoa tem diabetes, ela não consegue metabolizar a glicose adequadamente e ela fica estocada no sangue (hiperglicemia) de forma permanente. Essa condição pode provocar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.
O diabetes pode ser classificado em quatro tipos. O Ministério da Saúde assim os define:
- Tipo 1: O próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói as células produtoras de insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% das pessoas com diabetes, sendo mais frequente em jovens e crianças. Por esse motivo, o diagnóstico costuma ser feito na infância e adolescência.
- Tipo 2: Resulta da resistência à insulina. Ou seja, o corpo deixa de produzir quantidade suficiente do hormônio. É o tipo mais comum, encontrado em 90% das pessoas com diabetes, sendo mais comum em adultos ou em pessoas acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação.
- Diabetes gestacional: Decorrente das mudanças hormonais, a ação da insulina pode ser reduzida durante a gestação. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar. Essa é uma condição que pode ou não persistir após o parto.
- Pré-diabetes: Condição caracterizada pelo nível de açúcar no sangue acima do normal, mas não o suficiente para ser diagnosticado como diabetes. Serve de alerta, pois indica um risco grande da doença se desenvolver.
Os sintomas mais comuns e que devem ser investigados são fome frequente, sede intensa, desânimo, fraqueza, sonolência, tontura, perda de peso, urina em excesso, dificuldade na cicatrização de feridas e infecções frequentes.
Hábitos
Para quem quer ficar longe do diabetes e de suas complicações, é importante controlar o consumo de doces, massas e gorduras. A opção deve ser sempre por nutrientes in natura e não processados industrialmente. Para manter os níveis glicêmicos em ordem, recomendam-se exercícios físicos rotineiros, controle de peso e redução de estresse.
Foto: Secom/Senado Federal
Matéria atualizada em 23 de janeiro de 2026