Em construções com substantivos que exprimem dúvida, informação, questionamento, incerteza, indagação, surgem com frequência dúvidas quanto ao emprego das sequências "de se", "sobre se" ou simplesmente "se".
Do ponto de vista sintático, muitos gramáticos entendem que substantivos como "dúvida" e "informação" podem admitir complemento nominal introduzido por preposição, como em: “a dúvida de que”, “a dúvida de como”, “a informação de que”, “a informação de quando”.
Por analogia, também seriam aceitas construções como:
A dúvida de se os parlamentares votariam a favor.
A informação de se os parlamentares votariam a favor.
Porém, a sequência "de se" pode soar artificial para muitos leitores e é pouco frequente na redação jornalística atual.
Por outro lado, construções desse tipo, sem preposição, são muito usadas na língua corrente, mas podem ser interpretadas como elipses de estruturas originalmente regidas por preposição.
Por razões de fluidez, clareza e naturalidade, recomendamos, nos textos jornalísticos do Senado, preferir a construção com "sobre se" ou, quando possível, reformular a frase.
Havia dúvida sobre se os parlamentares votariam a favor.
Pediu informações sobre se os parlamentares votariam a favor.
Ou reformular a frase:
Havia dúvida sobre a posição dos parlamentares na votação.
Pediu informações sobre a posição dos parlamentares na votação.
Queria saber se os parlamentares votariam a favor.
Sugerimos evitar construções como:
Havia dúvida de se os parlamentares votariam a favor.
Pediu informações de se os parlamentares votariam a favor.
Assim, embora a construção com "de se" esteja correta, recomendamos usar formas mais naturais e fáceis para o leitor.
Os critérios para grafar palavras estrangeiras sem itálico são definidos, principalmente, pela incorporação dessas palavras à língua portuguesa, conforme registro em dicionários e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp). Vale destacar que, mesmo quando o termo é integrado ao nosso idioma, a grafia nem sempre é aportuguesada.
Além do Volp, as decisões sobre o uso ou não do itálico têm como referência análises e trabalhos de lexicógrafos, linguistas e outros acadêmicos. No entanto, nossa área de atuação é o jornalismo e a comunicação pública. Por isso, um critério fundamental para nós é garantir a clareza e facilitar o entendimento das pessoas, usando linguagem simples e acessível.
O uso comum e a compreensão geral da palavra pelo público também influenciam nossa decisão. Estamos atentos ao emprego da palavra por outros veículos de comunicação e na internet. Esta é uma avaliação subjetiva da nossa equipe de editores, que discute cada caso específico, levando em conta a frequência de uso e a necessidade de simplificar a linguagem para melhorar a comunicação com o público. Mesmo que algumas palavras estrangeiras possuam uma forma aportuguesada (como "blogue" em vez de "blog"), cada caso é analisado individualmente.
A lista de estrangeirismos grafados sem itálico (ou aspas, no caso da TV) do Manual de Comunicação da Secom é atualizada constantemente.
O Manual de Comunicação da Secom tem uma versão impressa, com as seções de Redação e Estilo e de Diretrizes e Fundamentos, publicada em janeiro de 2024. Os exemplares podem ser adquiridos na Livraria do Senado, a preço de custo, com envio grátis para todo o país.
Também é possível baixar o PDF desta versão impressa.
De todo modo, a versão on-line do Manual de Comunicação da Secom continua sendo atualizada com frequência.
Isso mesmo!
O termo correto, de acordo com a própria Constituição, é proposta de emenda à Constituição.
Depois de promulgada, passa a ser uma emenda constitucional.
Grafe com iniciais minúsculas quando for referência genérica:
Ainda sobre a saúde, serão colocadas em pauta duas propostas de emenda à Constituição.
Use iniciais maiúsculas quando a norma vier seguida do número ou do nome:
Em 2003, a Emenda Constitucional 42 prorrogou os incentivos para a Zona Franca de Manaus até 2023.
Nomes de comemorações cívicas, como o Dia da Bandeira, são escritos com iniciais maiúsculas. Nomes de festas populares, feriados e datas históricas seguem a mesma regra: Carnaval, Dia do Professor, Natal, Dia do Trabalho.
Grafe o mês com inicial minúscula: 19 de novembro.
Veja mais nos verbetes Datas e Maiúscula.
O importante é garantir que o telespectador saiba exatamente a que horário você se refere, e não perca o programa por falha na informação. O dia começa à zero hora e termina à meia-noite. Então, a meia-noite de quarta é a zero hora de quinta. Pode causar confusão mesmo. Usualmente, é melhor adotar um complemento, só pra garantir: O programa começa à meia-noite de quarta para quinta-feira, na TV Senado.