Otto Alencar lamenta saída abrupta de médicos cubanos do Brasil

Da Redação e Da Rádio Senado | 20/11/2018, 19h46 - ATUALIZADO EM 20/11/2018, 19h59

O senador Otto Alencar (PSD-BA) manifestou nesta terça-feira (20) em Plenário preocupação com a retirada rápida dos médicos cubanos participantes do programa Mais Médicos, lembrando que a falta desses profissionais causará prejuízos ao atendimento de saúde da população mais pobre. O governo de Cuba anunciou sua retirada do programa, em resposta a críticas feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Em sua avaliação, tanto o governo de Cuba quanto o do Brasil falharam, por suas atitudes “intempestivas”: para o senador, os médicos deveriam retornar gradualmente a seu país de origem, na medida em que fossem substituídos por brasileiros.

Otto Alencar frisou que a questão da saúde exige moderação acima das discussões políticas e ideológicas, e lembrou que, na Bahia, 80% da população depende do serviço do Sistema Único de Saúde.

— Neste momento, para salvar a saúde do povo brasileiro pobre e desnutrido, que não tem condição de entrar em um hospital com um cartão de uma seguradora de saúde, se precisava ter uma coisa chamada moderação — afirmou Otto Alencar.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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