Em cerimônia de descerramento de placa, Pacheco destaca funcionamento do Plenário virtual do Senado

Naquele momento, o Senado brasileiro foi o primeiro Parlamento do mundo a conseguir realizar uma sessão deliberativa 100% remota e segura.
20/02/2021 00:00
Em cerimônia de descerramento de placa, Pacheco destaca funcionamento do Plenário virtual do Senado

Em cerimônia de descerramento de placa, Pacheco destaca funcionamento do Plenário virtual do Senado. Foto: Marcos Brandão

Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (22), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (Democratas-MG), fez o descerramento da Placa do Plenário virtual, local onde ocorreu o funcionamento da atividade legislativa da Casa durante o ano de 2020, em meio à pandemia da covid-19. Naquele momento, o Senado brasileiro foi o primeiro Parlamento do mundo a conseguir realizar uma sessão deliberativa 100% remota e segura.

Em seu pronunciamento, Rodrigo Pacheco lembrou que o sistema de deliberação remota do Senado, desenvolvido em 7 dias corridos, foi exemplo para centenas de outros Parlamentos, e reconhecido por diversas entidades nacionais e internacionais, como a União Interparlamentar (IPU na sigla em inglês), o ParlAmericas; e por entidades brasileiras, entre elas a BussolaTech e diversos veículos de mídia.

“Parlamentos de nações muito relevantes no cenário internacional só conseguiram voltar a se reunir e a deliberar 30, 60 ou até 90 dias depois. Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Itália, Argentina e Chile, além de 3.500 outros parlamentos nacionais e subnacionais, acessaram o Manual de Transferência de Tecnologia do Senado Federal, produzido em português, inglês, francês e espanhol”, destacou o presidente do Senado.

O senador Davi Alcolumbre (Democratas-AP), presidente do Senado durante o funcionamento do Plenário virtual, também participou do ato. A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka; o diretor da secretaria de Tecnologia da Informação, Alessandro Albuquerque, e servidores da Casa que atuaram diretamente no “bunker”, como ficou conhecido pelos senadores e servidores, também compareceram.

“A coordenação dos esforços entre as áreas legislativa, administrativa, de informática e de comunicação foi essencial nessa empreitada e, nesse sentido, todos os servidores do Senado são merecedores de parabéns, mostrando a real dimensão do serviço público comprometido, sério e competente”, disse Pacheco.

Além das sessões deliberativas, o Plenário virtual abrigou reuniões da comissão mista Especial do Congresso Nacional da Covid-19, e uma sessão temática como presença do então ministro de Estado da Saúde, Nelson Teich.

Despedida
A cerimônia de descerramento da placa também simbolizou a despedida de Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho do cargo de secretário-geral da Mesa do Senado. O servidor assume a partir desta terça-feira (23) a função de conselheiro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na vaga destinada ao Senado. Bandeira estava à frente da Secretaria-Geral da Mesa desde 2014.

Na ocasião, o secretário-geral da Mesa entregou ao presidente do Senado a caneta que os ex-presidentes da República, Dilma Rousseff e Michel Temer, usaram para assinar os termos de suas posses no Congresso Nacional. O presidente Jair Bolsonaro também utilizou o objeto no dia que assumiu o cargo, em janeiro de 2019. A caneta que era de uso pessoal do secretário-geral da Mesa pertencerá ao museu do Senado.

“É inegável que Bandeira deixa um legado na Secretaria-Geral da Mesa após esses 7 anos. Os serviços legislativos do Senado Federal são internacionalmente reconhecidos por sua qualidade, sua transparência, sua agilidade. Bandeira foi responsável por migrar as informações que ainda estavam em papel para o meio digital e por modernizar as instalações do Plenário e das Comissões”, destacou Pacheco.