18/03/2016
Independência do Banco Central
Para maioria dos internautas, o Banco Central deve ser totalmente independente

Maioria de internautas participantes de enquete disponibilizada no Portal do Senado são favoráveis à independência do Banco Central do Brasil (BC): 87% dos participantes acreditam que o BC deve ser total ou parcialmente independente, sendo que 65% apoiam sua independência total e outros 22% acham que o BC deve ser parcialmente independente. Por outro lado, 12% defendem que o BC não deve ser independente.

Estes são alguns dos resultados obtidos na enquete realizada pelo DataSenado, em parceria com a Agência Senado. As perguntas ficaram disponíveis de 16 de fevereiro a 15 de março de 2016 e receberam 2.670 respostas.

Os resultados também indicam que 81% dos participantes acreditam que maior independência do BC traria vantagens para o país. Em contrapartida, 16% acham que traria desvantagens.

Foi avaliado, ainda, o nível de conhecimento sobre o BC. Dentre os respondentes, 42% afirmaram possuir alto conhecimento, outros 42% afirmaram possuir conhecimento médio, 15% afirmaram possuir baixo conhecimento, e 2% não souberam ou não quiseram opinar.

Os participantes da enquete que afirmam possuir maior conhecimento sobre o BC acreditam, em sua maioria, que uma maior independência traria vantagens ao país: 89%. Esse percentual cai entre aqueles que não possuem nenhum conhecimento sobre o BC: 59%.

A Proposta de Emenda à Constituição que propõe maior autonomia ao BC (PEC 43/2015), em tramitação no Senado, prevê também que a diretoria do Banco tenha mandatos de quatro anos, iniciados em janeiro do terceiro ano do mandato do presidente da República. A maior parte dos internautas, 78%, concorda que a diretoria cumpra mandatos com prazo determinado, enquanto 19% discordam.

Para 79% dos participantes, estipular mandatos fixos para a diretoria confere maior independência às decisões do BC. Outros 18% discordam da proposta, enquanto 3% não souberam ou não quiseram se manifestar sobre o assunto.

Outra determinação da PEC 43/2015 é que membros da diretoria sejam destituídos de seus cargos apenas em casos extremos, por decisão do Senado, após requisição do Executivo. A maioria dos internautas, 66%, defende que a destituição de membros da diretoria deva ser votada em plenário, enquanto 30% discordam da necessidade de votação e 4% não souberam ou não quiseram se manifestar sobre esse assunto.

Os resultados refletem a opinião das pessoas que participaram da enquete no portal do Senado Federal. Os números não representam a opinião da totalidade da população brasileira.