28/01/2026

Estelionato Telefônico

O Instituto de Pesquisa DataSenado realizou enquete on-line para conhecer a opinião dos internautas sobre o Projeto de Lei nº 4.450, de 2024, que estabelece regras destinadas ao combate aos crimes de estelionato telefônico. O levantamento foi realizado de 12 de dezembro de 2025 a 1 de janeiro de 2026 e reuniu respostas de 29 participantes em todo o país.

É fundamental salientar que os resultados refletem as opiniões única e exclusivamente dos 29 participantes. Não é possível, portanto, realizar inferências ou generalizações válidas para a população brasileira ou para o conjunto de internautas.

 

Experiência e comportamento do usuário

Os resultados da enquete mostram que grande parte dos participantes convive frequentemente com situações que indicam risco de golpes por telefone. Para 73% dos respondentes, é comum receber ligações que aparentam ser tentativas de fraude. Além disso, 69% afirmam sentir medo de atender chamadas de números desconhecidos.

A percepção de insegurança também se expressa em mudanças de comportamento: 69% dos participantes deixam de responder pesquisas por telefone por receio de serem vítimas de golpe. Apesar disso, apenas 13% relatam ter, de fato, perdido dinheiro em algum tipo de fraude telefônica.

 

Avaliação das operadoras de telefonia

Os dados também revelam uma baixa confiança nas operadoras de telefonia. Para 94% dos respondentes, essas empresas não protegem adequadamente os consumidores. Para 90% dos respondentes, denunciar um número suspeito deveria ser fácil e acessível. Da mesma forma, 86% apoiam que números que recebam muitas denúncias de usuários sejam bloqueados pelas operadoras, o que reforça a expectativa por ações das empresas. Para 86% dos participantes, as empresas de telemarketing só deveriam realizar chamadas se mantivessem seus dados cadastrais atualizados junto às operadoras.

 

Apoio às medidas de combate ao crime de estelionato telefônico

Os participantes demonstram apoio às medidas que fortalecem a prevenção e a investigação de golpes telefônicos.  Para 55%, vale a pena correr o risco de bloquear alguns números certos para conseguir parar os golpes. A participação da Polícia Federal na investigação de números usados em golpes conta com amplo respaldo entre os participantes da enquete: 93% concordam com essa medida. Da mesma forma, 90% afirmam que se sentiriam mais seguros se o nome da empresa aparecesse obrigatoriamente na tela ao receber uma ligação. Além disso, 76% dos respondentes entendem que as operadoras devem ser obrigadas a impedir que chamadas fraudulentas cheguem ao consumidor.

 

Acompanhamento legislativo e valores sociais

Entre os respondentes, 62% afirmam acompanhar notícias sobre o Senado Federal e 58% dizem acompanhar discussões sobre projetos de lei. Quando questionados sobre valores individuais e coletivos, 65% consideram que o bem-estar do grupo deve prevalecer sobre os desejos individuais, enquanto 10% discordam dessa visão.

 

Perfil dos respondentes

O público que respondeu à enquete é diversificado, com predomínio de participantes do Distrito Federal (17%), Rio de Janeiro (17%), Bahia (10%) e Santa Catarina (10%). A maioria é do sexo masculino (72%). Em relação à idade, 31% têm entre 12 e 19 anos, e 45% têm ensino médio completo.

Quanto à religião, 34% se declararam sem religião, 24% evangélicos, 17% católicos e 10% espíritas. Mais da metade dos participantes se declarou branca (55%), e 41%, parda.

 

Considerações finais

Os resultados refletem a opinião exclusiva das pessoas que participaram da enquete no portal do Senado Federal. Os números não representam a opinião da totalidade da população brasileira. Os valores percentuais foram arredondados, podendo ocorrer pequenas variações na soma total.