VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO BRASIL

A violência de gênero vai muito além das agressões físicas, ela pode se manifestar de maneiras sutis ou diretas, atingindo corpo, mente, autoestima e autonomia. Entender essas formas é o primeiro passo para identificá-las e enfrentá-las no dia a dia. Física: envolve qualquer tipo de agressão corporal, como empurrões, tapas, socos ou uso de armas. Psicológica: inclui humilhações, ameaças, manipulação emocional ou isolamento social. Ainda que não deixe marcas físicas, impacta profundamente a autoestima, a autonomia e o bem-estar da vítima. Sexual: abrange qualquer ato sexual não consentido, assédio ou exploração. Essa violência fere a integridade e a liberdade da pessoa, afetando sua segurança e dignidade. Patrimonial: ocorre quando há controle, destruição ou apropriação de bens, dinheiro ou documentos da vítima. Essa forma de violência restringe a autonomia financeira e a capacidade de decisão da pessoa sobre sua própria vida. Moral: envolve difamação, calúnias ou exposição da vítima de maneira que prejudique sua reputação. Pode ocorrer em ambientes pessoais, profissionais ou públicos, causando isolamento e constrangimento.
03/02/2026 15h59

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, a violência de gênero no Brasil segue em trajetória de alta e atingiu um recorde histórico em 2025, projetando um cenário igualmente alarmante para 2026.

A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, com base nos dados mais recentes, revela:

🔴 Recorde em 2025

O Brasil registrou cerca de 1.470 casos de feminicídio em 2025 — o maior número desde a tipificação do crime, em 2015, superando os registros de 2024.

🔴 Quatro mulheres mortas por dia

A média é brutal: quatro mulheres assassinadas diariamente por motivação de gênero, evidenciando o crescimento contínuo da violência ano após ano.

🔴 2026 começa com mais violência

O início de 2026 já apresenta novos casos e denúncias, confirmando a persistência do problema.

🔴 Uma década de mortes

Entre 2015 e 2025, mais de 13 mil mulheres foram assassinadas no Brasil em crimes de feminicídio.

🔴 Fatores de risco

A maioria dos casos está relacionada à violência doméstica, com maior incidência em SP, MG, RS, BA e RJ.

Apesar do endurecimento das penas, que hoje podem chegar a 40 anos de prisão, os números deixam claro: punição isolada não basta para enfrentar uma violência que é estrutural, cultural e profundamente desigual.

📞 PRECISA DE AJUDA?

Se você está passando por uma situação de violência ou conhece alguém que precise de apoio, denuncie pelo 180 – Central de Atendimento à Mulher.

O serviço funciona 24 horas, é gratuito e confidencial.

📍 Mapa Nacional da Violência de Gênero

Iniciativa do Senado Federal (Procuradoria da Mulher), do CNJ e da ONU Mulheres, que reúne dados de registros policiais e inquéritos em todo o país.