21/10/2026

Proteção e Apoio às Mães Solo

O Instituto de Pesquisa DataSenado realizou enquete on-line para conhecer a opinião dos internautas sobre o Projeto de Lei nº 3.244/2026, que institui a Política Nacional de Proteção e Apoio às Mães Solo. O levantamento foi realizado entre 3 de setembro e 1º de outubro de 2026 e reuniu respostas de 373 participantes em todo o país.

É fundamental salientar que os resultados refletem as opiniões única e exclusivamente dos 373 participantes. Não é possível, portanto, realizar inferências ou generalizações válidas para a população brasileira ou para o conjunto de internautas.

 

Concordâncias Temáticas

Os resultados indicam amplo apoio às medidas previstas no Projeto. Entre os participantes, 90% concordam que mães solo devem ter prioridade para trabalhar a distância, quando a atividade permitir; 89% defendem que mulheres sem ajuda financeira do outro responsável pelos filhos há mais de seis meses sejam consideradas mães solo; e 88% apoiam sua prioridade nos programas públicos de moradia.

Também receberam elevada concordância a ampliação da licença-maternidade em até 60 dias, quando houver recursos públicos (86%); a aceitação da declaração da própria mulher, acompanhada de documentos e sujeita a verificação (85%); e a prioridade para filhos de mães solo nas vagas de creches públicas (84%).

 

Motivos das Discordâncias

As maiores divergências aparecem nas medidas de caráter financeiro ou que concedem vantagens específicas. A preferência no desempate de licitações para empresas participantes de programa de apoio ao emprego de mães solo teve 70% de concordância, enquanto 10% discordam e 18% não assumem posição clara.

O pagamento em dobro do Bolsa Família para mães solo de baixa renda recebeu apoio de 78%, mas 13% discordam e 9% não concordam nem discordam. Já os empréstimos com juros menores para investimento em negócio próprio foram apoiados por 80%, enquanto 9% discordam e 10% não manifestam posição definida.