06/04/2026

Maioria apoia educação domiciliar com regras e acompanhamento

A enquete on-line do Instituto de Pesquisa DataSenado, realizada entre 1º a 31 de janeiro de 2026, mostra que o tema da educação domiciliar divide opiniões, mas reúne amplo apoio quando associado a regras claras, supervisão do Estado e mecanismos de acompanhamento do aprendizado.

Quando perguntados se os pais devem ter o direito de optar pela educação domiciliar para seus filhos, 55% dos participantes concordam, enquanto 33% discordam. O resultado indica que a ideia encontra mais apoio do que rejeição, mas ainda desperta controvérsia entre os respondentes.

Apesar disso, há consenso quanto ao papel da escola na formação social. Para 83% dos participantes, a convivência escolar é importante para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes. Apenas 7% discordam dessa afirmação, o que reforça a percepção de que a escola cumpre funções que vão além do ensino de conteúdos.

A maioria dos respondentes admite a educação domiciliar como alternativa válida apenas em contextos específicos. Nesse sentido, 73% concordam que o ensino em casa pode ser adequado para determinadas famílias. Esse apoio, porém, vem acompanhado de uma forte defesa da atuação do poder público.

Para 86% dos participantes, o Estado deve avaliar periodicamente o aprendizado de estudantes em educação domiciliar. Além disso, 85% defendem que os pais que optarem por essa modalidade comprovem capacidade para ensinar os conteúdos curriculares. Também há maioria favorável à exigência de matrícula em uma escola para fins de acompanhamento, posição compartilhada por 66% dos respondentes.

Entre as preocupações associadas ao ensino domiciliar, destaca-se a proteção de crianças e adolescentes. Sete em cada dez participantes concordam que essa modalidade pode dificultar a identificação de situações de violência contra crianças. Por outro lado, 73% avaliam que crianças com deficiência podem se beneficiar de um atendimento educacional individualizado realizado em casa.

A regulamentação da educação domiciliar também suscita dúvidas quanto ao impacto sobre as escolas públicas. As opiniões dividem-se: 32% concordam que a regulamentação pode desviar recursos das escolas, 41% discordam e 25% não tomam posição sobre o tema.

Mesmo diante dessas ressalvas, a maioria dos participantes defende uma solução regulatória. Para 67%, a legislação brasileira deveria permitir a educação domiciliar, desde que estabeleça regras claras de supervisão. O resultado indica que o apoio ao homeschooling está fortemente condicionado à existência de controles e salvaguardas.

A enquete também revela alto interesse dos participantes pela atividade legislativa: 74% afirmam acompanhar notícias relacionadas ao Senado Federal e 66% dizem acompanhar debates sobre projetos de lei. Em termos de valores, prevalece a visão de que os interesses coletivos devem se sobrepor aos individuais: 66% concordam que os objetivos e o bem-estar da comunidade estão acima dos interesses pessoais.

Fonte: Instituto de Pesquisa DataSenado. Enquete on-line realizada de 1º a 31 de janeiro de 2026.

Observação: o tema da presente enquete foi extraído do Projeto de Lei nº 1.338/2022.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os resultados refletem a opinião dos internautas que participaram da enquete no portal do Senado Federal. Os números não representam a opinião da totalidade da população brasileira. Os valores percentuais foram arredondados de maneira que a soma dos percentuais de alguns gráficos pode ser diferente de 100%, para mais ou para menos.

 
 




Os resultados refletem a opinião dos internautas que participaram da enquete no portal do Senado Federal. Os números não representam a opinião da totalidade da população brasileira. Os valores percentuais foram arredondados de maneira que a soma dos percentuais de alguns gráficos pode ser diferente de 100%, para mais ou para menos.