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Brasileiro está mais otimista em relação ao futuro

Pesquisa semestral do DataSenado revelou que os brasileiros estão menos pessimistas em relação ao futuro. Na pesquisa anterior, 40% avaliaram que sua condição econômica iria piorar nos próximos seis meses. Na mais recente pesquisa, esse índice caiu para 28%.
02/08/2016 15:30
Brasileiro está mais otimista em relação ao futuro

Instituto DataSenado

Pesquisa semestral do DataSenado, O cidadão e o Senado Federal, revelou que os brasileiros estão menos pessimistas em relação ao futuro. Na pesquisa anterior, 40% avaliaram que sua condição econômica iria piorar nos próximos seis meses. Na mais recente pesquisa, realizada em parceria com o senador Roberto Rocha, esse índice caiu para 28%.

Os resultados também indicam que a população está um pouco mais otimista sobre o próximo semestre. Para 34%, sua condição econômica irá melhorar nos próximos seis meses. No levantamento anterior, em dezembro de 2015, tal percentual era 29%.

Apesar da melhor expectativa futura em relação à situação econômica, a maioria também registra que, nos últimos seis meses, houve piora tanto na sensação de bem estar (54%), quanto na própria condição econômica (64%).

Corrupção continua como maior preocupação dos brasileiros

A corrupção continua como o maior problema do país, apontado por 24% dos pesquisados. Em 2015, com 27%, também ficou em primeiro lugar. Saúde e segurança pública empataram no segundo lugar, com 19%. Houve crescimento de apreensão em relação ao emprego, que, apontada por 15%, passa do quarto para o terceiro lugar entre as preocupações dos brasileiros.

Melhora a avaliação da atuação do Congresso Nacional e do Senado

O Congresso Nacional continua sendo considerado um órgão essencial para a democracia (65%) e a avaliação ruim ou péssima de sua atuação caiu nove pontos percentuais, de 60% para 51%.

No tocante à atuação, em geral, do Senado Federal, observou-se um aumento na avaliação ótima ou boa, de 12% para 16%.  Especificamente em relação à fiscalização das ações do governo, registrou-se uma leve queda, de 52% para 48%, no número de pessoas que acham que o Senado cumpre mal esse papel. A avaliação da função de elaborar leis permaneceu estável.

Avaliação positiva da atuação do Senado no processo de impeachment

Nesta edição da pesquisa, também se avaliou a atuação do Senado no processo de impeachment. Para 36% da população o trabalho do Senado nesse processo é ótimo ou bom, 31% o consideram regular e 31% disseram ser ruim ou péssimo.

A maioria acompanha notícias sobre política e considera que a participação popular influencia decisões políticas

Os brasileiros preferem a democracia a um governo mais autoritário. A grande maioria dos entrevistados (74%) concordou com a frase a democracia é sempre a melhor forma de governo. Apenas 7% disseram que tanto faz ter um governo democrático ou autoritário.

A pesquisa avaliou ainda o nível de interesse dos brasileiros pela política. A maior parte dos entrevistados afirmou ter um interesse médio por política (39%), apesar de a maioria declarar que acompanha notícias sobre política mais de cinco dias na semana (47%).

Para 81%, a participação da sociedade influencia as decisões políticas.

Quanto às formas de participação, os entrevistados avaliaram a importância de manifestações de rua, de greves e de discussões na internet sobre política. Para 66%, manifestações de rua são muito importantes para a democracia, apesar de a maioria (69%) não ter participado de alguma no último ano. Além disso, 45% da população acham que greves são muito importantes para a democracia.

Quase metade dos entrevistados acha que discutir política na internet é muito importante para a democracia. Dos participantes, 37% dizem engajar-se às vezes nesse debate, enquanto 14%, sempre participam das discussões.

Sobre posição política: os brasileiros, majoritariamente, dizem ser de centro e de direita

Segundo o TSE, no Brasil há 35 partidos registrados no tribunal. Apesar do expressivo número de partidos, ao serem perguntados se havia algum partido do qual se sentiam mais próximos, 74% dos participantes responderam que não.

Ainda que sem identificação com partidos, quando questionados sobre seu posicionamento político, 41% dos entrevistados apontaram ser de centro, 32% de direita e 20% de esquerda.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 de junho e 1º de julho de 2016 e ouviu 1.100 cidadãos por meio de entrevistas telefônicas. A amostra é composta por habitantes de todos os estados da federação.

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