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Legalização da maconha

Pesquisa sobre a liberação da maconha no Brasil revela que 57% apoiam a legalização para fins medicinais e, para 42%, a maconha deve continuar totalmente proibida. A proposta de liberação foi uma sugestão popular (SUG 8/2014), que obteve mais de 20 mil apoios no e-Cidadania.
11/08/2014 00:00
Legalização da maconha

Foto:www.sxc.hu

57% dos brasileiros apoiam a legalização da maconha para uso medicinal

O debate sobre a liberação e regulação da maconha no Brasil ganhou força no Congresso Nacional após sugestão popular recebida pelo Portal e-Cidadania no início do ano. Ao obter mais de 20 mil manifestações de apoio, a proposta foi enviada para exame à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal. O tema é polêmico e, buscando contribuir com o debate, o DataSenado realizou pesquisa de opinião sobre o assunto.

O levantamento revelou que 57% dos brasileiros são a favor da legalização da maconha para fins medicinais, sendo que 9% declararam-se ainda a favor da liberação para qualquer fim; os outros 48% são a favor da legalização exclusivamente para uso medicinal e, na opinião de 42%, a substância deve continuar totalmente proibida, como é hoje.

Na análise por religião/crença, é possível perceber pontos de vista antagônicos: dos entrevistados que se declararam evangélicos, por exemplo, 44% são a favor da legalização para fins terapêuticos, número que sobe para 72% entre os que afirmam não ter religião ou crença. Quanto à avaliação por região do país, a diferença de opiniões ocorre de forma mais sutil. Se no Sul 64% dos entrevistados aprovam a legalização para uso medicinal, no Centro-Oeste são 45% os que têm a mesma opinião.

A maconha é considerada porta de entrada para drogas mais pesadas por 82% da população. Além disso, maioria de 67% acredita que o tráfico de drogas não diminuiria após a legalização, bem como 77% acham que o número de usuários de Cannabis acabaria aumentando se a erva fosse liberada para consumo recreativo.

Quando perguntados se conheciam alguém que fuma ou já fumou maconha, 78% dos entrevistados afirmaram que sim. No entanto, apenas 7% declararam já ter fumado a droga, disparidade que pode ser explicada pelo fato de o assunto ainda ser tido como tabu no Brasil. Muitos entrevistados podem se sentir desconfortáveis em responder a uma pergunta delicada ou admitir que fazem uso de uma substância proibida.

Ao comparar o cigarro de maconha com duas drogas lícitas, registra-se que 50% dos brasileiros acham-no tão prejudicial à saúde quanto o cigarro de tabaco, enquanto 22% acreditam que a erva faz menos mal à saúde. Com relação ao álcool, o percentual dos que acham que a maconha é igualmente prejudicial à saúde sobe para 59%, e o dos que acham que ela é menos prejudicial perfaz 17% do total.

A pesquisa foi realizada em todos os estados brasileiros, no período de 6 de junho a 7 de julho, com 1.106 pessoas de 16 anos ou mais. Os dados foram coletados pelo Alô Senado por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

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