Cabeça saudável

Sintomas ansiosos ou depressivos como tristeza, insônia, manias, compulsões e obsessões podem ser importante alerta.
20/01/2023 14:50

O apoio de um profissional especializado pode nos fortalecer quando precisamos encarar os diversos desafios da vida. A psicóloga Marina Vahle orienta que a pessoa deve procurar ajuda quando ela estiver diante de um sofrimento psíquico intenso, com a presença de sintomas ansiosos ou depressivos, tais como tristeza, insônia, “manias” (trancar a porta várias vezes, conferir coisas), medos incapacitantes (medo de contaminação, medo de sair de casa), sintomas físicos sem causa orgânica aparente (como alergias cutâneas, perda da voz, dores, etc.), compulsões, obsessões (pensamento fixo em um tema), entre outros.

— O norte para procurar o psicólogo é quando o sofrimento passa a incapacitar a pessoa, tirando sua autonomia, afetando seu jeito de se relacionar, normalmente causando isolamento, bem como afetando sua produtividade — esclarece.

Segundo o psiquiatra Jairo Alves Jr, psiquiatras e psicólogos são profissionais aptos a realizar o atendimento inicial de uma pessoa que busca ajuda relacionada à saúde mental. É comum o psiquiatra encaminhar o paciente para avaliação psicológica e o psicólogo para avaliação psiquiátrica. Na maioria das vezes, os dois tratamentos se complementam. O médico destaca, ainda, que o protagonismo do paciente é essencial para a melhora do quadro.

— Mesmo que o paciente esteja em acompanhamento com um dos profissionais, ou ambos, no que tange à saúde mental, seu protagonismo é fundamental no que diz respeito à alimentação, atividade física, cuidados com as finanças, relações interpessoais, trabalho, descanso e lazer, entre outros — enfatiza.

Quanto antes o paciente buscar ajuda, mais rapidamente poderá abreviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, ressalta Jairo, uma vez que será avaliado e receberá orientação adequada.

Papéis

Marina explica que a psicoterapia, por meio das técnicas da psicologia, trabalha pensamentos e sentimentos com o objetivo de promover mudança do funcionamento psíquico da pessoa. Ela afirma que o psicólogo está mais capacitado para identificação dos padrões disfuncionais e dos aspectos sociais e históricos envolvidos no adoecimento. Somente esse profissional pode aplicar testes psicológicos.

— A mente do paciente não consegue "metabolizar" direito algumas questões, e o psicólogo faz isso para ele, utilizando sua escuta e sua própria mente. Na psicologia clínica, a relação psicólogo – paciente é um dos grandes motores do tratamento, pois muitos padrões de comportamento se mostram nessa relação e podem ser ressignificados por meio dela — esclarece.

Em complemento, Jairo afirma que o atendimento psicológico, por meio da conversa e da construção do relacionamento com o paciente, procura entender melhor o indivíduo, seus relacionamentos e suas ações, contribuindo assim para que o paciente tenha mais ferramentas para lidar com seus problemas, o que pode cessar ou minimizar os sintomas que o levaram a procurar ajuda.

Já o psiquiatra, afirma Jairo, por ser formado em medicina, pode solicitar exames complementares e lançar mão de medicação psicotrópica, algo que o psicólogo não poderá fazer.

— A utilização de medicamentos ocorrerá após avaliação do paciente com formulação de diagnóstico, intensidade e frequência dos sintomas e da condição clínica que ele apresenta. Feito isso, a proposta terapêutica será realizada com o consentimento do paciente e poderá envolver ou não o uso de medicamentos — pontua.

Primeiro passo

Buscar um psicólogo ou psiquiatra significa lutar por dias melhores. Procure o SesoQVT e veja quais as formas de atendimento. Mais informações podem ser obtidas no ramal 1346 ou pelo Whatsapp (61) 99163-7008.

Texto: Intranet do Senado Federal