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Embaixadoras e exposição fotográfica movimentam calendário do mês da mulher

18/03/2015 09:35

As 16 diplomatas em missão no Brasil foram recebidas no Salão Nobre por senadoras da bancada feminina no Congresso, autoridades e integrantes de entidades da sociedade civil, entre elas a embaixadora Gladys Ann Facó, representando o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em mais um evento da agenda de atividades em homenagem às mulheres.

 

Foto: Gerado Magela/ Agência Senado

Ao reverenciar as embaixadoras, a nova coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Dâmina Pereira (PMN-MG) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) falaram sobre as ações do Parlamento em favor da luta das mulheres, de combate à violência de gênero,  por igualdade no mundo do trabalho e nos demais setores da sociedade.

Ao iniciar sua fala, o Presidente do Senado fez “agradecimento público à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pelo trabalho que tem realizado na Procuradoria desde sua criação em 2013.” Ele disse que criou a Procuradoria por inspiração da senadora, que havia cobrado uma estrutura no Senado para capitanear a luta das mulheres.

“O dinamismo que tem imprimido na Procuradoria da Mulher se agrega aos esforços para tornar o Senado mais próximo da população, ouvindo seus anseios e atendendo suas demandas, entre eles o combate à violência contra a mulher”, destacou Calheiros.

A procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), destacou que a luta contra discriminação e pela igualdade não é somente do povo brasileiro, mas de todas as nações.

“A realidade da opressão, em maior ou menor grau, está presente em todos os países”, disse a senadora, ao anunciar o evento como “um reforço da parceria que já existe para que a democracia e a justiça social avancem no Brasil e no mundo, principalmente na igualdade de direitos entre homens e mulheres.”

A senadora apresentou às embaixadoras a estrutura do Parlamento brasileiro no engajamento pela igualdade de gênero. “Nós temos duas estruturas institucionalizadas no Senado e na Câmara, específica para tratar das questões de gênero”, afirmou a senadora, em referência a Procuradoria da Mulher no Senado e a Secretaria da Mulher na Câmara.

Segundo ela, essas estruturas trabalham juntas e com importantes parcerias, como a do Banco Mundial e das organizações sociais para poder avançar nas leis e nas mudanças culturais e de costumes, “extremamente necessárias”, segundo a senadora, para garantir a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

 

Exposição fotográfica

 

Após o encontro, foi aberta a exposição fotográfica do Banco Mundial sobre a violência contra a mulher com o objetivo de reforçar a parceria em atividades e ações de construção de um mundo mais igualitário. A Exposição 1 em 3: o que é preciso para te fazer sentir revoltado?, anunciada pelo coordenador geral de Operação do Banco Mundial, Boris Utria.

Ao discursar no evento, ele destacou que “em lugar nenhum do mundo houve mudança real sem o esforço concentrado da comunicação, incluindo as artes”, para explicar a importância da exposição na luta pela igualdade de gênero.

A mostra deverá percorrer vários países de todos os continentes e                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 chega primeiro ao Brasil, apresentando uma seleção de pintura, desenhos, peças de design e fotografias sobre a violência contra a mulher - desde agressão por parte de um parceiro, violência doméstica, tráfico humano, violência sexual em conflitos armados a formas mais perversas de violência emocional e psicológica.

O forte impacto emocional das peças tem como apoio dados levantados pelos mais recentes trabalhos sobre violência devido ao gênero. De acordo com o levantamento mais recente realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2012, uma em cada três mulheres em todo o mundo vão apanhar, serão forçadas a ter relações sexuais ou sofrer qualquer outra forma de abuso ao longo de suas vidas. Isso representa mais de 800 milhões de mulheres.