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Cota para mulheres na reforma política é defendida pela Bancada Feminina

19/05/2015 14:40

A inclusão de proposta de igualdade de gênero na reforma política foi defendida pela Bancada Feminina do Congresso Nacional, nesta terça-feira (19/05), em reunião da comissão especial de reforma política, no Plenário 11, da Câmara dos Deputados. As parlamentares defenderam cota de 30% das cadeiras do Legislativo para as mulheres.

Foto: Richard Silva/ Liderança do PCdoB

“O Brasil nos envergonha. Nas Américas, só temos mais parlamentares mulheres do que o Haiti e Belize. Até no Oriente Médio a presença de mulheres no Parlamento é maior”, enfatizou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Atualmente as mulheres têm somente 10% de representação no Congresso.

A defesa da Bancada Feminina é que em cada eleição, a cota seja  aumentada em 5%.  “Daqui a 20 anos, a cota será de 50% de mulheres”, explicou a deputada Moema Gramacho (PT-BA).  Ela classificou como “lamentável”, o fato de o relator, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), não ter colocado em seu parecer as cotas para representação feminina no Legislativo.

O sistema eleitoral majoritário proposto pelo relator, para a eleição de deputadas, o distritão, não convém.  Na visão de Gramacho,  “vai fazer com que menos mulheres, negros, indígenas sejam eleitos”.Para a senadora Marta Suplicy (sem partido-SP), se não houver cota, “somente em 2114 haverá 30% de mulheres na Câmara e no Senado apenas em 2118”.

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