Enquete on-line realizada pelo Instituto de Pesquisa DataSenado entre 1º de junho e 1º de julho de 2026 indica forte apoio dos participantes ao fortalecimento da rotulagem de alimentos ultraprocessados. Entre os 196 respondentes, 99% concordam que os rótulos desses produtos devem incluir alertas claros sobre riscos à saúde, como doenças crônicas — 92% concordam totalmente. De modo semelhante, 98% afirmam que o direito à informação clara sobre riscos deve ser garantido em todos os alimentos ultraprocessados, e 92% avaliam que a exigência de informar “alto potencial cancerígeno” nos rótulos ajudaria o consumidor a fazer escolhas mais conscientes.
A percepção de que a rotulagem atual é insuficiente também é majoritária: 72% discordam de que as informações presentes hoje nos rótulos bastem para identificar alimentos ultraprocessados, e 92% concordam que a falta de transparência sobre ingredientes e processos dificulta essa identificação. Para 85%, a rotulagem frontal com advertências influencia positivamente a redução do consumo de produtos nocivos, e 64% rejeitam a ideia de que alertas fortes gerariam medo excessivo sem mudar o comportamento alimentar.
Os participantes reconhecem, porém, limites do rótulo como instrumento de decisão: 69% concordam que a compra de alimentos é mais influenciada por preço e praticidade do que pelas informações do rótulo, e 53% acreditam que a maioria dos consumidores não lê ou não utiliza essas informações ao comprar. Já a afirmação de que informar riscos no rótulo transferiria indevidamente a responsabilidade do Estado e da indústria para o indivíduo divide opiniões: 49% discordam e 34% concordam.
A enquete também abordou valores gerais: 74% dos respondentes colocam o bem-estar da comunidade acima dos interesses individuais, e cerca de 70% declaram acompanhar notícias e debates sobre projetos de lei do Senado Federal.
Por se tratar de enquete on-line de participação voluntária, os resultados refletem a opinião dos respondentes e não são estatisticamente representativos da população brasileira. Entre os participantes, 52% são homens, 51% se declaram brancos, 49% têm ensino superior ou pós-graduação e 19% residem em São Paulo.
Fonte: Instituto de Pesquisa DataSenado — coleta de 1º.6 a 1º.7.2026. 196 respondentes.