Maioria de participantes de enquete apoia proposta para facilitar doação de órgãos

Oito em cada dez internautas que participaram da enquete de agosto realizada pelo DataSenado acreditam que a família não pode interferir na doação de órgãos de um falecido que tenha manifestado em vida a vontade de ser doador.
10/09/2018 14:45

Oito em cada dez internautas que participaram da enquete de agosto realizada pelo DataSenado acreditam que a família não pode interferir na doação de órgãos de um falecido que tenha manifestado em vida a vontade de ser doador. Por outro lado, 15% defendem que, ainda assim, a família possa decidir sobre autorizar ou não a doação.

 

 

A posição da maioria vai ao encontro do projeto de lei 453/2017. A proposta altera a Lei dos Transplantes (Lei 9.434/1997) para dispensar, caso a pessoa falecida tenha manifestado em vida a intenção de ser doadora de órgãos, a autorização de cônjuge ou parente maior de idade, até o segundo grau, para retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo para transplantes ou outra finalidade terapêutica.

Perguntados se a família pode ou não pode definir se haverá doação de órgãos quando o potencial doador não tiver manifestado em vida o interesse em doar, 78% dos internautas afirmam que sim. Já 17% acreditam que a família não deve ter o direito de decidir.

 

 

Sobre o impacto da eventual aprovação do PLS 453/2017 sobre a quantidade de doações de órgãos no país, 74% dos participantes da enquete acreditam que ela vai aumentar. Para 16%, as doações vão permanecer no patamar atual e 3% defendem que elas vão diminuir.

 

 

A enquete ficou disponível no portal do Senado na internet entre os dias 1 e 31 de agosto de 2018. Neste período, recebeu 125 respostas.

Os resultados refletem a opinião dos que participaram da enquete no portal do Senado Federal. Os números não representam a opinião da totalidade da população brasileira.

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