Vice-presidente civil foi impedido de assumir

Da Redação | 27/03/2014, 20h30 - ATUALIZADO EM 09/01/2020, 17h44

Uma das principais vozes da UDN, o mineiro Pedro Aleixo tem a biografia associada à ditadura militar. Sua trajetória, no entanto, registra momentos de discordância em relação à supressão das liberdades. Foi assim em 1937, quando, embora presidente da Câmara Federal, colocou-se contra a implantação do Estado Novo de Getúlio Vargas. Aleixo tinha apoiado a Revolução de 1930 e apoiado Vargas até então.

Conforme informação do Centro de Documentação da Fundação Getúlio Vargas, a partir do Estado Novo, recusa-se a aceitar cargos públicos – inclusive a prefeitura de Belo Horizonte, durante o regime ditatorial. Foi um dos signatários do Manifesto dos Mineiros, em 1943, pedindo a redemocratização do país.

Em 45, participou da campanha à Presidência do brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN, partido do qual foi um dos fundadores. Participou ativamente da oposição ao segundo governo Vargas, e aos presidentes Juscelino Kubistchek e João Goulart. Um dos articuladores do Golpe Militar de 1964, filiou-se à Arena e acabou escolhido vice-presidente na chapa de Costa e Silva, sucessor de Castelo Branco.

Com o afastamento do presidente, em 1969, por problemas de saúde, Pedro Aleixo teve sua posse vetada pela Ditadura - o governo passou a ser exercido por uma junta militar. Deixou então a Arena e tentou organizar, sem sucesso, o Partido Democrático Republicano. Morreu em 1975, aos 74 anos.



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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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