CCJ aprova debate sobre projeto que reforma o Código Penal

Da Redação | 27/09/2017, 16h12 - ATUALIZADO EM 27/09/2017, 16h23

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (27) a realização de audiência pública para debater o projeto de reforma do Código Penal (PLS 236/2012). O pedido de audiência foi aprovado nesta quarta-feira (27), com base em requerimento do relator da matéria, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

O objetivo é discutir a chamada “parte geral” da proposta do novo código, que trata de assuntos relativos à aplicabilidade da lei penal, características, explicações e permissões contidas. Do mesmo modo que o atual código, o Decreto-Lei 2.848 de 1940, a proposta em elaboração inclui uma segunda parte, a “parte especial”, que trata dos crimes em si, com descrição das condutas e penas.

As principais entidades de profissionais do sistema de Justiça serão convidadas para a audiência, cuja data ainda será agendada. A lista inclui a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, a Associação dos Procuradores da República, a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação dos Defensores Públicos.

Também serão chamados representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Delegados da Polícia Federal e da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil.

Juristas

Em tramitação há mais de cinco anos, o projeto em discussão na CCJ originou-se de anteprojeto elaborado por comissão de juristas nomeada pelo Senado, que concluiu seus trabalhos no fim de 2011. A ideia é tornar o sistema penal mais moderno ao prever mais possibilidades de penas alternativas para os crimes de menor potencial ofensivo. Porém, há maior rigor nas penas para crimes considerados graves, assim como nos prazos para progressão de regime.

No primeiro momento, o projeto foi submetido a exame de comissão especial de senadores. Depois, passou a tramitar na CCJ, de onde saiu para exame direto em Plenário, em razão da aprovação de pedido de urgência. Devido à complexidade dos temas, os líderes partidários acabaram fechando acordo para que a matéria retornasse à CCJ, para receber parecer.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)