Randolfe diz que destruição da Seguridade Social impactará as futuras gerações

Da Redação e Carlos Penna Brescianini | 12/11/2019, 20h44

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticou nesta terça-feira (12) a cobrança de contribuição previdenciária do seguro-desemprego, estabelecida pela Medida Provisória 905/2019, editada no dia anterior pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. Para ele, o texto, que lança o programa Trabalho Verde e Amarelo, precariza as relações de trabalho sob o argumento de gerar empregos para os jovens. O senador classificou a medida de "indecente".

A taxação será com contribuição previdenciária. É taxação! É taxação de um seguro para o cidadão, quando está desamparado! É taxação, quando ele está desamparado de qualquer provimento, quando ele não tem emprego — estamos falando de 12 milhões de brasileiros... Então, o governo, em uma medida provisória, estabelece uma taxação, inclusive sobre o seguro-desemprego — afirmou o senador.

Randolfe criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes, por sua linha ultraliberal, da Escola de Chicago, salientando que o modelo preconizado pelo ministro foi implementado no Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet, entre 1973 e 1990.

— A receita da Escola de Chicago não é a receita adequada para um país desigual como o nosso. E eu repito: no Chile, só foi implementada essa receita porque não havia Parlamento funcionando. No Chile, só foi implementada essa receita porque estava sob a égide de um Estado autoritário, de um Estado de exceção.

Para Randolfe, se o Brasil insistir nesse modelo, apoiado apenas na venda de produtos primários ao mercado internacional —  as commodities — haverá a ampliação da "uberização" do trabalho, com precarização do emprego. As cidade pequenas serão largamente prejudicadas, pois dependem das aposentadorias e dos salários dos cidadãos para sustentarem sua economia.

Esse programa ultraliberal de retirada de direitos, de destruição da seguridade social, de destruição da previdência social, de redução de direitos sociais, de relegar os cidadãos a uma condição de trabalho precarizado, para ficar mais barato para o capital, resultou na situação que nós estamos vendo hoje no Chile

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)