Lídice da Mata defende percentuais obrigatórios de cacau nos chocolotes vendidos no Brasil

Da Redação e Da Rádio Senado | 11/04/2017, 17h56 - ATUALIZADO EM 11/04/2017, 19h24

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) voltou a defender em Plenário, nesta terça-feira (11), o fortalecimento da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, a Ceplac, e o projeto (PLS) 93/2015, de sua autoria, que exige mínimo de 35% de amêndoa de cacau na composição do chocolate. De acordo com a senadora, que ressaltou a importância do cacau na economia da Bahia, o percentual mínimo de cacau na composição dos produtos vendidos sob o rótulo de chocolate é uma questão de economia e de defesa do consumidor.

— Essa é uma importante referência, porque fará com que nosso chocolate alcance padrão de competitividade internacional, possa garantir um chocolate de maior qualidade para nossas crianças e para nossa população. Garantindo no rótulo do chocolate, como nós vemos no mundo inteiro, o percentual de cacau, nós estamos também garantindo o direito do consumidor brasileiro a entender e a escolher aquilo que ele compra.

São João

Lídice da Mata também disse ter participado do Encontro Nacional do Forró, na cidade de Cruz das Almas, na Bahia, ocasião em que foram discutidos os rumos da festa de São João e do forró.

Segundo ela, o debate é importante, uma vez que há uma tendência de "carnavalização" do São João, com a execução de outros gêneros musicais na festa que, não tendo necessariamente de ser excluídos, não podem se tornar hegemônicos.

Lídice da Mata lembrou que o São João é a segunda festividade mais importante da Bahia, perdendo apenas para o Natal.

Segundo ela, mais de 230 municípios do estado promovem festas em junho e julho, mais importantes para a economia baiana que o próprio carnaval, mais restrito à cidade de Salvador.

— O São João é uma festa onde se toca uma determinada música que tem um estilo, um acorde muito definido. E que, portanto, precisa ser preservado para que a festa seja preservada na sua inteireza. O São João tem que ser uma festa que tenha e mantenha as quadrilhas com a incorporação das escolas, das comunidades, da população em geral — opinou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)