Adolescência e o despertar para o exercício da cidadania


Igor Camilo Ferreira

Igor Camilo Ferreira
  • Colocação no estado: 1º colocado estadual
  • Ano de participação: 2019
  • Escola: Escola Estadual Padre Chico
  • Cidade: Campo do Meio - MG
  • Professor(a): Grégor Castro Erbiste

Entrevista

Pergunta - Já escolheu em que área quer estudar / trabalhar? Tem algum projeto profissional em vista?

Resposta – Sim, quero cursar Ciências Biológicas, em níveis de Licenciatura e Bacharelado, e posteriormente lecionar na escola onde recebi minha formação desde o Ensino Fundamental. Desejo contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida através de valores que são ensinados e estimulados dentro da sala de aula, como o companheirismo, a amizade e a cooperação mútua.

P - Você participa de alguma ação social em sua comunidade?

R – Não participo de nenhuma ação social dentro da minha comunidade.

P - Você já participou de projetos de educação para cidadania? Quais?

R – Não participei de nenhum projeto de educação para a cidadania, no entanto, conheço a importância do exercício das práticas cidadãs, segundo Aristóteles, na criação e gestão de uma sociedade estruturada.

P - Como você acha que deve ser a participação política dos jovens em sociedade?

R - Os jovens devem atuar na política de maneira mais efetiva pois, atualmente, em meio a tantos avanços tecnológicos, as redes sociais se tornaram verdadeiros palcos de discussões sobre o governo do Brasil. Nesse contexto, a preocupação com a governança do país restringe-se, na maioria das vezes, apenas ao meio digital, onde os jovens contentam-se em participar somente atrás das telas. Portanto, devem exaltar seus ideais políticos através da comunicação e dialogicidade primeiramente com os representantes da administração municipal, que por conseguinte poderão transformar essas ideias em projetos de lei para serem discutidos em níveis mais altos, como no Senado Federal.

P - Você conhece alguém que seja inspirador? Por quê?

R – Sim, me inspiro muito em todos os membros da minha família, especialmente em minha mãe, Josane, e em meu pai, Rander, por serem para mim a personificação e exemplos de superação, resiliência e coragem para enfrentar os obstáculos da vida.

P - Qual o seu hobby?

R – Gosto muito de ler. No livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, há uma fala que expressa o seguinte: “Um livro é uma arma carregada na casa vizinha”. Mesmo que apresentada na obra com o sentido oposto, acredito que os livros são as armas mais poderosas e a chave mestra para abrir as portas de um futuro melhor e de uma mente plural, pois de acordo com o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, “ler quer dizer pensar com uma cabeça alheia em lugar da própria”.

P - Qual é o seu livro favorito?

R – Meu livro favorito é Astrofísica para apressados, de Neil de Grasse Tyson. Nesta obra, o astrofísico, escritor e divulgador científico americano apresenta, de maneira sucinta e completa, a caminhada do universo desde sua origem até os dias atuais. Com conceitos da Física clássica e moderna, atrelados às teorias de Einstein, Newton, Galileu e outros cientistas/matemáticos, procura responder às perguntas mais frequentes que envolvem a existência humana e o que é esse universo vasto e sombrio que habitamos.

P - Qual o papel de sua família na sua formação?

R – Minha família sempre me concedeu autonomia para guiar meus estudos, exercendo o importante papel de apoiar e incentivar minha carreira estudantil. Estão sempre à parte das minhas decisões e procuram me oferecer tudo o que preciso para atingir meus objetivos. Fundamentamos nossas relações com base na confiança, respeito e empatia, o que certamente contribui para a formação de um caráter ético e do bom desenvolvimento pessoal.

P - O que o motivou a participar do Jovem Senador 2019?

R – Quando me coloquei à parte do que era de fato o Jovem Senador, atentei para a incrível experiência de ter oportunidade em poder participar, na prática, do cotidiano político brasileiro, em entender os processos que vão desde a criação até a execução dos projetos de lei e, principalmente, em conhecer a sede do governo do Brasil. Além disso, foi uma tentativa de superação de minhas próprias metas pessoais.

P - A redação foi uma atividade opcional ou inclusa em alguma disciplina de sua escola?

R - A redação não foi imposta como obrigatória para nós, nem específica de uma só disciplina. Foi um projeto trabalhado de maneira interdisciplinar. No entanto, nosso professor de Filosofia pediu para que todos fizessem-na por ser uma oportunidade exclusiva e de grande repercussão.

P - Alguém ajudou a motivá-lo para participar do Jovem Senador 2019?

R - Sim, meus colegas, familiares e professores prestaram-me muito apoio em todos os momentos da seleção e envio da redação.

P - Conte como foi a seleção para o Jovem Senador em sua escola.

R –  Tivemos alguns contraturnos de aulas voltados para a estruturação de um texto dissertativo argumentativo, técnicas de escrita e a respeito do próprio tema da redação proposta pelo Jovem Senador neste ano de 2019. Após as produções textuais, alguns dos professores de nossa escola se reuniram para selecionar a que iria concorrer em etapa estadual, onde a minha se destacou entre as demais e foi enviada para a competição.

P - Como foi a repercussão em sua escola sobre a notícia de sua classificação para o Jovem Senador?

R – Foi tudo de maneira bem festiva. Fui recebido na escola com queima de fogos, comemoração dos colegas, filmagens, abraços e muitas parabenizações. Todos na escola ficaram deslumbrados com a conquista, recebi muito apoio moral de todos os segmentos da nossa comunidade escolar. A diretoria fixou um banner na entrada da escola com uma mensagem de reconhecimento pela vitória. Foi uma grande notícia para todos. Vários colegas tiraram fotos comigo e fizeram algumas homenagens nas redes sociais. Fiquei muito emocionado com tudo isso.

P - Cite uma frase que você gosta.

R – “Todo mundo é um gênio. Mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em uma árvore, ele vai gastar toda sua vida acreditando ser estúpido”. - autor desconhecido. Gosto dessa frase por ela passar a mensagem de que devemos nos julgar de acordo com nossas próprias habilidades, e não sobre os padrões que são impostos pela sociedade. É na idiossincrasia de cada um que temos que enxergar o potencial que todos possuem dentro de si.

Escola Estadual Padre Chico
Diretor:
Joana D'Arc Mariano Ponciano
Professor orientador:
Grégor Castro Erbiste
Senado Federal - Praça dos Três Poderes - Brasília DF - CEP 70165-900 | Telefone: 0800 61 22 11