Pandemia será oportuna para mudanças na sociedade, afirma Confúcio Moura

Da Redação | 14/05/2020, 18h16

Em pronunciamento nesta quinta-feira (14), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) ressaltou que a crise sanitária que assola o país há de deixar muitos ensinamentos para o futuro da nação e poderá ser uma ótima oportunidade — que chamou de "novo normal" — para que a sociedade adote novas medidas para fortalecimento das áreas sociais e econômicas, a fim de estimular setores essenciais como saúde, educação, meio ambiente e desenvolvimento científico.

— O 'novo', para mim, é uma ciência forte, valorizada e com mais investimentos em pesquisa. Por exemplo, remédios e vacinas, isso é muito importante para todos nós. Segundo, a valorização e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde [SUS] do Brasil. Estamos vendo a necessidade do SUS e o quanto ele é importante por ser o principal responsável pelos grandes números de atendimentos médicos no país, desde o ambulatorial, a consulta na unidade básica de saúde, até o tratamento do câncer, a cirurgia cardíaca e transplantes. Enfim, tudo o que é caro é o SUS. O sistema, indiferente de bom ou ruim, é o responsável por esse atendimento global — argumentou.

Confúcio Moura manifestou também sua preocupação com as questões ambientais. Segundo ele, são necessárias medidas de cuidado para conter os índices de poluição nas cidades; preservar rios e florestas e investir em saneamento básico; e trabalhar na melhoria da qualidade de vida. Em sua opinião, nesse período de pandemia, que restringiu a circulação de pessoas e de automóveis, é perceptível a redução da poluição nos centros urbanos.

Para o senador, dentre todas as questões do que chamou de “novo normal” brasileiro, a mais importante e urgente é o fortalecimento da educação básica como política de Estado.

— Não é a política de um presidente ou de um ministro novo que entra. É uma política de Estado. Uma política de longo prazo, de até 50 anos. Por que os 500 anos de educação no Brasil têm sido um efeito sanfona. Um faz, outro desfaz; um inventa, outro 'desinventa'. São governos que se criticam mutuamente e nada tem um segmento. Precisamos construir uma educação básica e de qualidade, capaz de formar uma nova geração de pessoas — destacou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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