CPI de Brumadinho ouvirá auditor da empresa alemã TÜV SÜD

Da Redação | 12/04/2019, 18h39

A CPI de Brumadinho tem reunião marcada para terça-feira (23), com oitivas e requerimentos na pauta. A comissão ouvirá o engenheiro Arsênio Negro Júnior, auditor da empresa alemã TÜV SÜD. Conforme o requerimento do senador Carlos Viana (PSD-MG), relator da CPI, Arsênio deverá esclarecer se a TÜV SÜD foi coagida a assinar os laudos de estabilidade das barragens.

Outro convocado é César Augusto Paulino Grandchamp, geólogo da Vale S.A. Na condição de representante legal da Vale, Grandchamp assinou a declaração de condição de estabilidade (DCE) da barragem I da mina Córrego do Feijão, que entrou em colapso em Brumadinho, e teve sua prisão temporária decretada.

Também está prevista a oitiva de Felipe Figueiredo Rocha, do setor de Gestão de Riscos Geotécnicos da Vale. O requerimento de oitiva lembra que, segundo o Ministério Público, Felipe Rocha foi o responsável por uma apresentação interna da Vale que apontou a situação de risco de algumas barragens.

Requerimentos

A comissão também votará requerimentos, também apresentados pelo senador Carlos Viana, para convocação de Juarez Saliba de Avelar, diretor de estratégia, exploração, novos negócios e tecnologia da Vale; Washington Pirete da Silva, funcionário da área de gerenciamento de riscos geotécnicos da Vale; e Wagner Araújo Nascimento, chefe da divisão de fiscalização de barragens da Agência Nacional de Mineração em Minas Gerais.

Catástrofe

A CPI de Brumadinho é composta por 11 membros titulares e 7 membros suplentes. O objetivo da comissão é verificar as causas da ruptura da barragem de rejeitos tóxicos da mineradora Vale em Brumadinho, além de aferir as condições de outras barragens. A estrutura entrou em colapso e matou mais de 300 pessoas. De acordo com a contagem oficial, foram identificados até agora 225 mortos, sendo que 68 ainda estão desaparecidas. 395 foram resgatadas durante as operações de socorro. Além disso, a lama tóxico destruiu o Rio Paraopeba, afluente do Rio São Francisco.

A CPI é presidida pela senadora Rose de Freitas (Pode-ES).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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