‘A Sudeco precisa se reinventar’, diz superintendente do órgão em audiência na CDR

Da Redação | 13/03/2019, 16h56

Em audiência pública nesta quarta-feira (13), na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), o superintendente da Sudeco (Superintendência para o Desenvolvimento do Centro-Oeste), Marcos Derzi, lamentou as restrições orçamentárias e disse que o órgão terá de se "reinventar".

— 90% dos recursos da Sudeco hoje são provenientes de emendas parlamentares. No final do ano passado houve a disponibilização de cerca de R$ 60 milhões, o que não é nada para os 466 municípios da região, e não havia um projeto sobre como alocar estes recursos. Chegou de última hora, onde pôr? Não se sabia. Tomou-se a decisão de comprar máquinas, tratores e caminhões para cerca de 100 cidades. A verdade é que a Sudeco precisa mudar, temos trabalhado numa reestruturação do órgão. Precisamos nos reinventar e fazer mais com menos, porque os recursos são poucos — deixou claro.

Para Derzi, a aquisição de maquinários e veículos é relevante, mas é insuficiente na adoção de um modelo de desenvolvimento para a região. Ele disse que a maior parte das emendas parlamentares também já vem direcionada para a compra de maquinários ou para obras de pavimentação.

O superintendente afirmou que a Sudeco tem estudado a situação das regiões economicamente estagnadas do Centro-Oeste, buscando detectar potencialidades de retorno rápido com investimentos relativamente baixos. Para ele, a nova orientação busca evitar que o órgão "continue jogando dinheiro pelo ralo". Como exemplo de investimento bem-sucedido nesta nova filosofia, ele mencionou o aporte de R$ 400 mil numa cooperativa de polpa de frutas na Cidade de Goiás (GO), que estaria dando um lucro de R$ 1 milhão por mês.

FCO

A Sudeco é também uma das administradoras do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO), que possui fonte própria de recursos, junto com o Banco do Brasil (BB) e com o Ministério do Desenvolvimento Regional.

O diretor do BB para o FCO, Enio Mathias Ferreira, informou que o orçamento do fundo para 2019 é de R$ 9,2 bilhões. Menos que no ano passado, quando estes aportes chegaram a R$ 9,4 bilhões. Deste montante, o Distrito Federal ficou com 7,2% dos recursos; Goiás com 33,5%; Mato Grosso do Sul com 24% e o Mato Grosso com 34,9%.

O diretor de Planejamento da Sudeco, Roberto Postiglione, também participou da audiência. Ele destacou que o órgão tem investido com bons resultados nas cadeias produtivas da erva-mate, de frutas e de equipamentos para a indústria de Defesa.

Neste último caso, os equipamentos são destinados para as Forças Armadas e para as Polícias e os Corpos de Bombeiro dos estados e do DF. Também está em andamento a consolidação de um parque tecnológico em Ponta Porã (MS), que tem atraído o interesse de diversas empresas privadas e também de órgãos públicos ligados à segurança nacional, por se tratar de região de fronteira com o Paraguai.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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