Atuação da ativista paquistanesa Malala Yousafzai é elogiada por Kátia Abreu

Da Redação | 12/07/2018, 14h17 - ATUALIZADO EM 12/07/2018, 19h51

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) destacou da tribuna do Plenário, nesta quinta-feira (12), a visita ao Brasil da ativista paquistanesa Malala Yousafzai, de 21 anos, ganhadora do Nobel da Paz de 2014. A senadora lembrou a luta da jovem, que roda pelo mundo defendendo os direitos das mulheres à educação. Malala tornou-se conhecida após ser baleada na cabeça por talibãs ao sair da escola, quando tinhas 15 anos.

Kátia Abreu elogiou a postura da jovem, que disse que sua "vingança" será educar a todos, inclusive as irmãs e filhas daqueles que a atacaram.  A parlamentar afirmou ainda haver uma equação mundial e inquestionável, segundo a qual quanto menos estudo, mais pobreza.

- Desde o Prêmio Nobel, ela montou uma fundação que tem alguns milhões de dólares conseguidos por doações para lutar pela educação das mulheres. Segundo a Unesco, por isso essa luta dela por todo o mundo. Quase dezesseis milhões de meninas entre seis e onze anos nunca vão estudar. Quero me aliar à Malala. Educação para emancipação das mulheres, por uma questão de justiça e nada mais - afirmou.

Violência

A senadora lembrou que em alguns países a luta ainda é pelo direito de as mulheres estudarem. No Brasil, esse direito já foi conquistado, mas os problemas são outros, como a violência contra os professores. O estado representado por ela, Tocantins, é o sétimo do país no ranking de violência contra educadores.

- Eu vi centenas de professores desesperados, angustiados, depressivos e com problema de pânico, justamente pela violência na sala de aula. E ninguém pode dizer nada, ninguém pode dar suspensão ou advertência porque o Estatuto da Criança e do Adolescente não permite. O ECA tem um valor especial, mas não pode ser usado para o mal. Não pode ser usado para ser uma autorização de agressividade e de desrespeito ao professor- opinou.

Kátia Abreu ainda lamentou a destruição da proteção social à população mais pobre promovida, segundo ela, pelo governo de Michel Temer:

- A proteção social no Brasil vem em franco desenvolvimento e foi destruída nesses dois anos, porque, para construir, precisa de 20; para destruir, não precisa mais que um mês, seis meses. Em dois anos, então, acaba com tudo. O próximo governo vai ter muito trabalho para recomeçar o Brasil - afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)