Telmário acusa governo de cortar verbas da bolsa-verde e prejudicar indígenas e quilombolas

Da Redação e Da Rádio Senado | 25/04/2018, 15h10 - ATUALIZADO EM 25/04/2018, 15h18

O senador Telmário Mota (PTB-RR) acusou nesta quarta-feira (25) o governo Temer de tratar com descaso os programas voltados para quem vive no campo, a exemplo do bolsa-verde. O benefício garante o pagamento de R$ 300, a cada três meses, às famílias que prestam algum tipo de serviço ambiental, como a preservação das florestas.

Segundo ele, em 2015, foram pagos R$ 94 milhões de bolsa-verde. Em 2017, o valor caiu para R$ 62 milhões. E, neste ano, não há previsão no Orçamento para o bolsa-verde, afirmou o senador. E isso prejudica especialmente os povos indígenas, disse Telmário Mota, ao lembrar que eles sofrem uma dupla pressão: de um lado, são expulsos de suas terras; de outro, são discriminados quando vão para a cidade ou pelo mercado de trabalho.

Se o programa fosse levado a sério, diz o senador, os índios, ribeirinhos, quilombolas e trabalhadores rurais teriam um estímulo a mais para permanecer no campo, em vez de migrarem para as cidades, em busca de melhores condições, e terminarem nas periferias favelizadas.

Telmário Mota também criticou o governo pelos cortes que tem promovido em outros programas importantes para indígenas e quilombolas.

— Devemos dar nota zero para o governo Temer. Porque da educação do campo, ele fez um corte de 86,12%; porque o recurso de apoio ao desenvolvimento sustentável das comunidades quilombola e indígenas tradicionais teve um corte de 100%; porque os recursos para demarcação e fiscalização de terras indígenas e proteção dos povos indígenas isolados teve um corte de 48,7%; porque os recursos da preservação cultural dos povos indígenas teve um corte de 44,1% em relação a 2017 — disse Telmário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)