Distúrbios que interferem no desenvolvimento da criança são tema de palestra nesta quinta

Da Redação | 21/02/2018, 19h30 - ATUALIZADO EM 22/02/2018, 18h24

A palestra "Autismo e Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade: distúrbios neurocomportamentais que interferem no desenvolvimento da criança" programada para esta quinta-feira (22), às 15h, será realizada no Auditório Petrônio Portella, com transmissão pela internet. O evento aconteceria no Auditório do Interlegis/ILB, com transmissão em telão na ala das comissões. A mudança de local se deve ao grande número de inscritos.

O evento marca a segunda edição do Ciclo de Capacitação sobre a Primeira Infância, organizado pelo comitê científico que assessora voluntariamente a Comissão de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz, vinculada à presidência do Senado.

Segundo a presidente da Comissão, Lisle Lucena, mais de 500 pessoas já se inscreveram. Ela atribui o interesse ao fato de a atividade assegurar uma capacitação gratuita.

— É uma oportunidade que o Senado oferece de passar conhecimento tão importante para essas pessoas, que têm dificuldade de encontrar esse tipo de capacitação sem arcar com custos elevados — explicou Lisle.

A palestra

O autismo é uma síndrome comportamental permanente que compromete o desenvolvimento da linguagem, a socialização, a coordenação motora e dificulta a expressão de afetividade por outros indivíduos. As pessoas com autismo podem ter alguma forma de sensibilidade sensorial, que ocorre em um ou mais dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, tato e paladar, que podem ser mais ou menos intensificados. Assim como qualquer indivíduo, cada pessoa com autismo é única e todas são capazes de aprender, se recebem o tratamento adequado.

Segundo a neurologista infantil Ana Low, que fará a palestra, os critérios diagnósticos mudaram e hoje as crianças são levadas mais cedo para uma avaliação, o que amplia as possibilidades para o seu  desenvolvimento. Ana Low é mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília e especialista em neurologia infantil e neurofisiologia clínica pelo Children’s Hospital of Eastern Ontário, da Universidade de Ottawa, Canadá.

“A notícia ruim é que o Brasil não está preparado para atender os pacientes de autismo à altura da necessidade, uma vez que uma criança dentro do espectro autista necessita de atendimento em várias áreas, como a fonoterapia, terapia sensorial, psicoterapia, estimulação precoce, entre outras”, observa a médica.

A palestra é gratuita e tem como público alvo profissionais das áreas de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social, além de legisladores, gestores dos setores público e privado, professores e estudantes, membros de organizações não-governamentais e outras instituições da sociedade, pais e cuidadores em instituições de acolhimento.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)