Senadores destacam importância da preservação da água

Iara Guimarães Altafin | 22/03/2016, 12h09 - ATUALIZADO EM 22/03/2016, 20h46

O Dia Mundial da Água, celebrado nesta terça-feira (22), deve ser dedicado à luta contra o avanço do assoreamento e da poluição dos rios, segundo o senador Otto Alencar (PSD-BA). Ao abrir a reunião da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), da qual é presidente, o senador ressaltou a necessidade de se despertar maior atenção da sociedade para o tema.

— Por mais que temos alertado, parece não haver consciência sobre o perigo da morte dos rios em todo o Brasil, com consequências gravíssimas para a natureza e para o abastecimento humano, animal, industrial, para irrigação e geração de energia — lamentou Otto Alencar.

A opinião foi compartilhada por Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Donizeti Nogueira (PT-TO), que também alertaram para o desperdício de água tratada no país.

Na visão de Otto Alencar, a crise no abastecimento de água se anuncia com gravidade semelhante à da crise econômica que o país enfrenta. Ele citou estudos mostrando que até rios mais caudalosos têm diminuído a vazão, como é o caso do Rio Tocantins, que em dez anos perdeu 10% de seu volume.

— E só produz água quem planta árvores, pois são as árvores que favorecem a porosidade do solo para penetração da chuva e manutenção de mananciais e nascentes — lembrou.

Para Ataídes Oliveira, a destruição dos rios é agravada pelo desperdício de água tratada.

— De cada cem litros de água coletados e tratados, 37 litros são perdidos por vazamentos nas tubulações e sistemas de distribuição, por conta de ligações clandestinas ou medições incorretas no consumo. A água desperdiçada seria suficiente para encher seis Cantareiras por ano — disse Ataídes, citando o exemplo do reservatório de água que abastece a cidade de São Paulo.

O parlamentar também apontou desperdício de água nas casas dos brasileiros. O consumo per capita no Brasil é de 165 litros por dia, acima dos 110 litros por dia que seriam necessários para atender as necessidades básicas das pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Campanhas de conscientização da população devem ser permanentes, na opinião de Donizeti Nogueira. Ele lembrou que projeto nesse sentido (PLS 587/2015) tramita na CMA. O senador também defendeu a captação obrigatória de água da chuva em novas edificações, como previsto em projeto de sua autoria (PLS 324/2015).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)