Adolescência e o despertar para o exercício da cidadania


Thales Afonso dos Santos Corsino

Thales Afonso dos Santos Corsino
  • Colocação no estado: 1º colocado estadual
  • Ano de participação: 2018
  • Escola: Colégio Tiradentes da PMMG
  • Cidade: Bom Despacho - MG
  • Professor(a): Cássia Patrícia Silva Damasceno

Meu nome é Thales Afonso dos Santos Corsino, tenho 16 anos, sou do município de Bom Despacho no Estado de Minas Gerais. Frequento o 2º ano do Ensino Médio no Colégio Tiradentes e pretendo atuar na área da saúde, cursando Medicina. Esse curso me permitirá atuar como Psiquiatra, a vertente que mais me encanta, devido à complexidade da mente humana. Talvez, por isso, me encanta tanto as questões filosóficas como a proposta pela poetisa, filósofa, psicóloga e psicanalista Viviane Mosé quando afirma: “Você não é a razão da existência de você mesmo”.

Gosto muito de desenhar e cantar durante meu tempo livre. Participo de movimentos da Igreja Católica como, por exemplo, do Ministério de Canto e da Pastoral Catequética. Ambos possuem papel importante em sociedade, pois efetivam a definição de Ação Social segundo Max Weber, incitando a espiritualidade e a mudança de comportamento do “alter”.

Levi, meu avô materno, é um homem inspirador. Atribuo a ele essa definição devido à sua simplicidade que impressiona a todos, e ao encantamento que possui pela vida e pelo o que a transcende. Tais qualidades me inspiram e me motivam a acreditar que a bondade é inata ao ser humano.

A minha família possui um papel crucial em minha formação, pois foi no meio familiar que tive o primeiro contato com o mundo. Minha mãe e minhas tias maternas são professoras, e desde cedo cresci com a ideia de que a educação é a peça chave para a mudança da minha vida e da sociedade da qual faço parte. Ademais, todos os meus familiares sempre me apoiaram em todas as minhas decisões, contribuindo de maneira incisiva para a minha construção como pessoa.

Gosto de política. Participei no ano de 2017 do Projeto “Câmara Jovem”, no qual a Câmara Municipal de Bom Despacho visa a introdução de jovens do Ensino Médio na Política, e, por conseguinte, a construção de um geração politicamente engajada e cidadã.

Penso em, futuramente, ter uma participação política mais efetiva. Acredito em uma Democracia na qual os representantes do povo sejam pessoas desenvolvidas intelectual e moralmente, logo, são necessários muitos anos de estudo e crescimento para a atuação na política com mandato eletivo. Apesar da frase “Os jovens são o futuro da Nação” ter se tornado um clichê, devemos continuar batendo na mesma tecla e ampliar a participação dos jovens no âmbito político, pois este é o passo fundamental para a renovação do sistema.

O que me encantou e motivou a participar do Projeto Jovem Senador foi a iniciativa virtuosa que objetiva a participação de jovens, independentemente da classe social ou de outras diversidades, na política, que deve ser inclusiva e participativa. Além disso, o tema proposto em 2018 me instigou a pesquisar um pouco mais sobre a nossa Constituição e, como consequência, a elaborar uma redação referente aos seus 30 anos.

Os meus professores Cássia e Nestor, ambos educadores da área de Linguagens, me motivaram a participar do Projeto. Nós, os alunos, fizemos pesquisas sobre o assunto, trocamos ideias e produzimos textos dissertativos argumentativos. A Equipe Pedagógica, seguindo os critérios de avaliação, selecionou a redação que representaria a Escola.

Recebi o telefonema do Senado na quinta-feira, dia 4 de outubro, comunicando a minha classificação. No mesmo dia liguei para minha professora orientadora e comemoramos muito a vitória. No dia seguinte no colégio, a equipe docente comunicou a notícia aos alunos, levando-os ao orgulho e satisfação pela colocação.

Também gosto de ler. E o livro “Vidas Secas”, do romancista Graciliano Ramos, me encanta. O livro aborda a pobreza e as dificuldades da vida do retirante no sertão nordestino, narrando as fugas de Fabiano e sua família das secas. Graciliano retrata como o personagem principal, Fabiano, é explorado pelo dono da fazenda em que trabalha. Seu patrão o rouba nas contas, cobra preços abusivos pelos mantimentos e juros altíssimos. No final, Fabiano foge da seca e da dívida que tem com seu patrão. E nem assim a sua vida muda.

Percebi isso ao redigir minha redação sobre os 30 anos de nossa Constituição Cidadã.

Muito se avançou no país com a promulgação da Constituição de 1988, principalmente nas áreas sociais e de saúde, muito embora faltem mais investimentos nessas áreas. A Segurança Pública, no entanto, só tem piorado. Tudo fruto de políticos que não honram seu dever de representantes do povo e se corrompem esquecendo para quê e por quem foram eleitos. É necessário que o Ministério da Educação fomente e instrumentalize os estudantes e a sociedade a conhecerem e compreenderem a Constituição a fim de que cobrem a sua efetividade. Apenas assim realizaremos o sonho de ter uma Constituição Cidadã que atenda aos anseios da sociedade e nos leve verdadeiramente ao desenvolvimento humano.

Colégio Tiradentes da PMMG
Diretor:
Roberta Abadia Carvalho
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