Tragédia que matou mais de 200 pessoas na Boate Kiss completa quatro anos — Rádio Senado
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Tragédia que matou mais de 200 pessoas na Boate Kiss completa quatro anos

25/01/2017, 18h44 - ATUALIZADO EM 25/01/2017, 18h44
Duração de áudio: 01:46
Deivid Dutra/A Razão

Transcrição
LOC: A TRAGÉDIA QUE MATOU MAIS DE 200 PESSOAS NA BOATE KISS, EM SANTA MARIA, NO RIO GRANDE DO SUL, COMPLETA QUATRO ANOS. LOC: EM DECORRÊNCIA DO ACIDENTE, DOIS PROJETOS FORAM APRESENTADOS PARA SOLUCIONAR PROBLEMAS EM CASAS NOTURNAS E CASAS DE ESPETÁCULOS. REPÓRTER, GUSTAVO AZEVEDO. TÉC: O dia 27 de janeiro marca os quatro anos da tragédia na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O incêndio causado por um sinalizador, disparado em direção ao teto da boate por um integrante da banda que se apresentava no local, matou 242 pessoas e deixou mais de 600 feridas. De acordo com as investigações, o artefato não era adequado para ambientes fechados. A apuração apontou ainda que a casa oferecia apenas uma saída de emergência, além de estar superlotada e com o alvará vencido. A tragédia levou os parlamentares a apresentarem propostas para estabelecer regras mais rígidas para a prevenção e combate de incêndio. Uma delas, já aprovada no Senado e que agora aguarda análise na Câmara dos Deputados, torna crime o descumprimento das medidas de prevenção pelo dono do estabelecimento. Para o senador Paulo Paim, do PT gaúcho, que foi relator da iniciativa na Comissão de Constituição e Justiça, o país precisa de punições mais rígidas para estes tipos de caso: (Paim) De lá pra cá inúmeros casos aconteceram, semelhante aquele, e infelizmente eu digo que as políticas humanitárias, o sentimento, o cuidado com o outro está cada vez mais sendo deixado de lado. (Gustavo) Também criada em decorrência da tragédia na Boate Kiss, outra iniciativa prevê a alteração do Estatuto da Cidade. De acordo com o texto, que teve origem na Câmara dos Deputados, as prefeituras serão proibidas de concederem às casas noturnas ou de espetáculos a outorga onerosa do direito de construir. O projeto aguarda designação de relator na CCJ. Da Rádio Senado, Gustavo Azevedo. PLC 33/2014 PLC 56/2014

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