Especialistas apresentam opções para fornecer mais água ao canal do Rio São Francisco

Da Redação | 06/12/2017, 13h54 - ATUALIZADO EM 06/12/2017, 14h02

Especialistas apresentaram opções para fornecer mais água ao canal do Rio São Francisco, evitando o colapso no fornecimento de água a várias cidades nordestinas. Participantes da audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) afirmaram, nesta quarta-feira (6), que estão em risco o abastecimento de água para consumo humano, a irrigação e a geração de energia elétrica no Nordeste.

A ideia de transpor as águas do Rio Tocantins para o Rio São Francisco existe há mais de 30 anos. Mas são poucos os estudos técnicos para executar a obra. O senador Elmano Férrer (PMDB-PI), que apresentou o pedido para o debate, alegou que tem faltado planejamento hídrico no Brasil. Ele afirmou que está muito preocupado com a situação do abastecimento de água para consumo humano, geração de energia elétrica e irrigação da fruticultura no Nordeste, colocando em risco centenas de empregos.

— Contratos já firmados com empresas, no exterior. E faltando água! Na iminência de um colapso na produção em Petrolina [Pernambuco] e em Juazeiro da Bahia — disse.

Rafael Ribeiro Silveira, do Ministério da Integração Nacional, disse que no momento existem seis possibilidades de estudo. Mas a escolha do projeto final ainda vai demorar cerca de 12 meses.

— No estudo do melhor traçado, que seja mais viável técnica, economicamente e ambientalmente — justificou.

O engenheiro Hypérides Macêdo, consultor de Recursos Hídricos, apresentou algumas opções para alimentar os canais do São Francisco com águas do Tocantins. Ele afirmou que uma das maiores dificuldades do planejamento é a diversificada composição do solo nordestino. O engenheiro disse que seria melhor não fazer uma nova grande transposição, mas apenas alimentar os canais, que foram construídos com uma dimensão muito maior do que o rio São Francisco tem condições de abastecer.

— Os canais estão dimensionados para uma vazão próxima de 70, 80 metros cúbicos por segundo e vão funcionar com 10% disso — afirmou.

A previsão é de que 400 municípios sejam beneficiados pelas obras.

Da Rádio Senado

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)