Lindbergh Farias critica cortes do governo no Orçamento em setores fundamentais

Da Redação | 14/09/2017, 16h03 - ATUALIZADO EM 14/09/2017, 17h06

Em pronunciamento nesta quinta-feira (14), o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), criticou os cortes implementados pelo governo no Orçamento de 2018, que atingem áreas fundamentais como educação e segurança pública. Para ele, a austeridade e o ajuste fiscal promovidos pelo governo Temer conflitam com a crise que o país enfrenta.

Lindbergh destacou que havia a promessa do governo de não reduzir os recursos para a educação com a promulgação da Emenda Constitucional 95, que limita o aumento dos gastos públicos por 20 anos. No entanto, apontou o senador, o corte na educação superior foi de 32%: caiu de R$ 13 bilhões em 2015 para R$ 8,7 bilhões este ano. E ficará em R$ 5,9 bilhões no ano que vem.

— E a gente sabe que as universidades federais estão praticamente fechando, uma situação muito difícil, nós estamos tentando fazer uma mobilização neste Parlamento em defesa das universidades públicas — disse.

O senador também apontou redução de 24% para a educação tecnológica, 42% de programas voluntários de educação básica e 58% da ciência e tecnologia.

Além disso, o parlamentar ainda citou corte de 97% do Sistema Único de Assistência Social (Suas); 71% da defesa nacional, com paralisação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron); e 54% da segurança pública.

— É a demonstração clara que eles decidiram tirar os pobres do orçamento brasileiro. Verba para reforma agrária, para a Funai e demarcação de terras indígenas, para o programa de aquisição de alimentos, tudo acaba. E o mais grave é o corte de investimento. Nós estamos caindo e vamos viver um processo de estagnação, porque este atual governo está destruindo todas as bases para a construção de um projeto de desenvolvimento nacional e de recuperação no crescimento econômico — afirmou.

Lula

Lindbergh também acusou o Ministério Público Federal de empreender uma perseguição contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o sem provas.

— Basta que o responsável pelo ato seja Lula para que as autoridades queiram encontram alguma irregularidade — afirmou o senador, criticando a denúncia do MPF no âmbito da Operação Zelotes, segundo a qual Lula teria sido beneficiado por empresas do setor automotivo em razão da prorrogação de incentivos fiscais, por meio da Medida Provisória 471/2009, para que ela se instalassem nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Lindbergh afirmou que Lula apenas reeditou medida provisória do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tendo tido apoio de todos os partidos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)