'Nenhum poder pode ter compromisso com o erro', afirma Eunício Oliveira

Sergio Vieira | 05/09/2017, 14h59 - ATUALIZADO EM 06/09/2017, 10h20

Em entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira (5), o presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse que "o Ministério Público não tem compromisso com o erro", ao responder a perguntas de jornalistas sobre o conteúdo de gravação entregue por executivos da empresa JBS à Procuradoria-Geral da República e revelado ontem pelo procurador-geral, Rodrigo Janot.

— Que ninguém tenha compromisso com o erro, esteja no Poder Legislativo, Judiciário, no Executivo ou entre os membros do próprio MP. A lei tem que valer pra todos, seja pobre, rico, detentor ou não de poder. Se for o caso, há que se cortar na carne — afirmou o presidente do Senado, deixando claro que aguarda a finalização da investigação.

Nova denúncia

Ao ser questionado se essas investigações, que envolvem o ex-procurador Marcello Miller, que foi assessor de Janot, enfraquecem o procurador-geral em uma eventual nova denúncia contra o presidente Michel Temer, Eunício reiterou que seu cargo exige equidistância.

— O Senado não participa deste processo, cabe exclusivamente à Câmara e ao STF acatar ou não uma eventual denúncia. No Senado, tenho que ficar distante, porque em caso de eventual acatamento pelas outras instâncias, caberá ao presidente do Congresso Nacional [que é o próprio Eunício] conduzir um processo de eleição indireta. Portanto prefiro ficar distante para poder ficar isento — reitera.

Ele ainda confirmou que a sessão do Congresso está mantida para as 19h de hoje, para encerrar a votação das novas metas fiscais do governo para os anos de 2017 e 2018. Após essa votação, ele também pretende que o Senado vote a MP 777/2017, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) nas operações do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)