José Agripino diz que vaquejada deve considerar proteção aos animais e atividade econômica

Da Redação e Da Rádio Senado | 25/10/2016, 19h35 - ATUALIZADO EM 25/04/2017, 20h49

O senador José Agripino Maia (DEM-RN) citou nesta terça-feira (25), em pronunciamento, as manifestações em Brasília contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a vaquejada. Ele ressaltou que se trata de uma prática cultural centenária, que gera milhares de empregos e faz parte do calendário de eventos de muitas cidades do Nordeste. Agripino comparou o fim das vaquejadas à hipótese de cancelamento do Carnaval do Rio de Janeiro.

O senador potiguar considera indispensável o combate aos maus-tratos aos animais, e, no caso da vaquejada, a pressão da sociedade levou a uma série de providências que reduziu a crueldade contra os bois e os cavalos participantes. Para José Agripino, o Legislativo deve analisar a questão e tem como desafio chegar a um consenso entre a proteção aos animais e a atividade econômica.

— De um lado, a proteção animal. Do outro lado, uma atividade que é tradição, que é prática de esporte, que é geração de emprego. Compatibilizar as duas coisas: será que isto é possível? É claro que é possível, e é isso que nós temos que buscar fazer — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)