Telmário lamenta proibição da vaquejada no Ceará

Da Redação e Da Rádio Senado | 10/10/2016, 17h32 - ATUALIZADO EM 24/10/2016, 12h29

O senador Telmário Mota (PDT-RO) lamentou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional uma lei do estado do Ceará que regulamentava a vaquejada, uma atividade, "nascida do trabalho do sertanejo na Caatinga que, para capturar o animal que fugia, agarrava-o pelo rabo até derrubá-lo", descreveu.

Segundo o senador, 6 dos 11 ministros do STF afirmaram que, por sua crueldade com os animais, a vaquejada é um crime ambiental. Apesar de não surtir efeito em outros estados, a decisão pode embasar ações para proibir a atividade no restante do país.

Telmário afirmou que a decisão pode acabar com uma manifestação cultural que, somente no Ceará, gera cerca de 600 mil empregos diretos e indiretos, e movimenta R$ 14 milhões ao ano, em mais de 700 eventos. Para ele, a decisão é discriminatória e revela a perseguição à cultura dos sertanejos.

— Quanto aos maus-tratos praticados contra o cavalo que participa de provas de hipismo, turfe e polo, não se fala nada — criticou.

O senador lamentou que a decisão tenha sido tomada em uma ação que não admitia a realização de perícia para a verificação de ocorrência de maus-tratos aos animais. Ele acredita que a saída poderia ser outra, diferente da de classificar a vaquejada como crime ambiental.

— Em vez de proibir, por que não regulamentar? Por que não impor regras? Os empresários do setor foram pouco ouvidos. Eles precisavam ser ouvidos. Eles não tiveram chances de explicar como a atividade funciona — protestou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)