Mais Médicos e investimento em saneamento reforçam área de saúde

Da Redação | 31/12/2014, 12h47

Para melhorar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), o governo Dilma Rousseff instituiu em 2013 o Programa Mais Médicos. Com a “importação” de profissionais de Cuba e de outros países, o objetivo foi suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil.

Mas o programa enfrentou forte reação das entidades médicas do país e do Ministério Público Federal (MPF), que entrou com uma ação civil pública e uma ação popular para obrigar o governo a pagar diretamente aos médicos cubanos a bolsa de R$ 10 mil pela atuação no Mais Médicos. No programa, o dinheiro é repassado à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e ao governo cubano, antes de chegar aos profissionais.

Outra ação, preventiva, é o investimento em saneamento básico, que, entre 2011 e 2013, chegou a R$ 26,6 bilhões, entre recursos do Orçamento Geral da União e operações de financiamento da Caixa Econômica Federal. Conforme estudo do Instituto Trata Brasil, 10% das doenças poderiam ser evitadas se os investimentos nessa área fossem maiores.

Entretanto, 78,8% das residências na Região Norte não têm serviço de saneamento (abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário e coleta de lixo). No Nordeste, os lares não atendidos chegam a 48,9%. Ambos os números, que constam da Síntese de Indicadores Sociais 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram essas duas regiões distantes do cumprimento da Meta do Milênio para essa área — a redução a 25% da população sem acesso a esse tipo de serviço.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)