Adolescência e o despertar para o exercício da cidadania


Lucas Corrêa do Nascimento

 Lucas Corrêa do Nascimento
  • Colocação no estado: 1º colocado estadual
  • Ano de participação: 2015
  • Escola: Escola Estadual Professor Gabriel Almeida Café
  • Cidade: Macapá - AP
  • Professor(a): Raimunda Mécia Sousa Sampaio

Uma frase que gosta: “A prisão não são as grades e a liberdade não é a rua. Existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência” – Mahatma Gandhi.

Com 17 anos, Lucas Corrêa é o novo jovem senador do Amapá, aluno da Escola Estadual Professor Gabriel Almeida Café. Apaixonado pelas disciplinas de exatas, sempre procurou uma profissão na qual pudesse trabalhar com números. “Ano passado, numa conversa com amigos, tive meu primeiro contato com a engenharia, tratando de matérias e de cálculos. Desde então, meu foco passou a ser a Engenharia Civil, que me enche os olhos e me fascina”.

Embora atualmente não participe de projetos sociais em sua comunidade, Lucas procura ajudar os amigos em sua escola, auxiliando nos trabalhos de matemática e das demais matérias de exatas: “Monto apostilas e, nos horários livres na escola, resolvemos juntos no quadro e eu vou explicando e dando dicas, desmistificando o temor que se tem quanto aos cálculos, de modo que eles possam ser observados no dia a dia”.

Quando o assunto é política, Lucas acredita que o jovem precisa participar mais e conhecer melhor seus direitos. “Penso que a participação política dos jovens vai muito além do direito ao voto a partir dos 16 anos, abrange a busca por melhorias na escola e na comunidade. Nós, jovens devemos participar das audiências nas câmaras legislativas que são abertas ao público e, mesmo sendo direcionadas ao povo, poucos são os que as frequentam. Além disso, é imprescindível que os jovens exponham suas ideias, a fim de que sejam atendidas suas reivindicações”.

Como figura pública de destaque, admira o Ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. “Sua trajetória é fantástica. Assim como nós, jovens senadores, o ex-ministro também estudou em escola pública. Além disso, enfrentou várias dificuldades durante sua infância, devido à discriminação e ao preconceito. Mas Joaquim Barbosa, por meio de sua competência e de seu mérito, tornou-se uma personalidade política brasileira com sua irreverência e, principalmente, pela sua capacidade de avaliar o mais sensato a ser decidido, não se esquecendo do verdadeiro papel da política, garantir o bem estar da população que, nesse caso, seria a garantia de direito às camadas populares”.

Pouco chegado às práticas desportivas, Lucas gosta de jogar voleibol – “Eu participava, até o início do ano, de um projeto que visava à prática do voleibol, no ginásio Avertino Ramos, em Macapá, direcionado a jovens entre 13 e 19 anos”. Mas, atualmente anda longe dos exercícios. Seu hobby é ler e assistir a filmes. Seu livro favorito é uma trilogia do Laurentino Gomes: 1808, 1822 e 1889, porque “retrata com linguagem simples e descontraída uma face da história do Brasil, a partir da visão do jornalista e pesquisador que é o Laurentino”. Quando o assunto é música, Lucas gosta de MPB e de POP.

Para descrever sua família, o jovem senador do Amapá escolhe palavras especiais. “Minha família tem o jeitão amazônico de ser: acolhedora, super carinhosa e preocupada com tudo; mantém sempre um sorriso no rosto e busca me incentivar e me apoiar da melhor forma possível em meus estudos”. Lucas têm dois animaizinhos de estimação que são a alegria da casa e que estão sempre esperando por ele na porta logo que chega da escola: uma gata e uma cadela.

E por falar em Jovem Senador...

Inspirado pelo cartaz do Jovem Senador fixado no mural da escola, Lucas decidiu participar do projeto. “Sempre amei escrever! Quando vi no cartaz da escola que o tema era relacionado à participação política, me interessei ainda mais, devido à situação pela qual o Brasil passa atualmente e devido às manifestações recentes em todo o mundo, como a Primavera Árabe e os protestos em junho de 2013, no Brasil. Além disso, contei com grande incentivo de meus amigos, professores e familiares, que diziam que o simples fato de participar do programa já seria algo que contribuiria para eu entender um pouco mais sobre política”.

Em sua escola, a participação no Jovem Senador foi opcional e não foi agregada nota adicional em nenhuma disciplina. “Quem participou foi porque teve real interesse por política e gosto pela leitura e escrita”. Segundo Lucas, vários professores também foram importantes para motivar sua participação: “outros professores me auxiliaram ativamente e me fizeram crer que eu era capaz, fator que me fez ganhar confiança e me sentir mais à vontade para escrever”.

Ao saber de sua classificação para o Jovem Senador, Lucas ficou sem reação alguma. “Logo depois, ainda falando com uma voz feminina de Brasília que procurou me acalmar, dei pulos de alegria e alguns gritos meio contidos em meio a uma programação de uma faculdade realizada nesse dia, que reunia alunos de várias escolas. Fiquei eufórico. Depois que desliguei, sai abraçando e pulando com o primeiro amigo que vi: "Eii, eu vou representar o estado do Amapá". E assim seguiu-se, até eu conseguir compartilhar essa emoção com todos os amigos e professores que encontrei”.

Quando avisou a família, a primeira fala de sua mãe foi “Não vou deixar meu filho ir”. Esse cuidado é de mãe com filho único, como é o caso do Lucas, e para fazer uma graça. “Após a brincadeira, ela me parabenizou pelo fato mil vezes. Ela própria se encarregou de contar para a família e, quando cheguei, recebi mais outra enxurrada de parabéns”.

Para os trabalhos em Brasília, Lucas está muito animado. “A expectativa é de um aprendizado imensurável, tanto como aluno, quanto como pessoa, à medida que haja o convívio com outros jovens com culturas e ideias diferentes das minhas. Certamente, quando tiver terminado a experiência em Brasília, terei muito mais conhecimento quando à elaboração de leis e do trabalho legislativo, que me tornarão um cidadão mais sensato quanto às minhas escolhas”.

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