Adolescência e o despertar para o exercício da cidadania


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Tema do Jovem Senador 2020:

"Adolescência e o Despertar para o Exercício da Cidadania"

Autor: Ronaldo Teixeira Martins
Consultoria Legislativa
Senado Federal

 

TemaA tipologia dissertativo-argumentativaA teseO leitorA argumentaçãoO repertórioEixo Político-EleitoralEixo EducacionalEixo Cultural

O objetivo deste texto é fornecer dicas para o desenvolvimento das redações para o Jovem Senador 2020. O texto está voltado para os estudantes de ensino médio, e tem apenas a pretensão de esclarecer dúvidas e prover exemplos, sem restringir possíveis desenvolvimentos do tema.

1. Tema

Em primeiro lugar, observe que o tema desta edição do Jovem Senador é “adolescência e o despertar para o exercício da cidadania”. Perceba que o tema envolve dois conceitos-chave: o conceito de “adolescência” e o conceito de “cidadania”. Seu texto deve, necessariamente, buscar articular essas duas ideias, de forma consistente e produtiva.

O que significa articular? Significa que você não deve falar apenas sobre adolescência, nem falar apenas sobre cidadania, nem falar sobre adolescência e cidadania separadamente. Sua redação deve se situar na interseção entre essas duas ideias, criar um vínculo entre esses dois conceitos, e será tanto mais adequada ao tema quanto mais forte for esse inter-relacionamento. 

Um erro a ser evitado é o de privilegiar um dos polos dessa relação, e tratar o outro de forma apenas tangencial. Não faça uma redação sobre adolescência em que apareça, em alguma parte, um parágrafo sobre cidadania. E não faça uma redação sobre cidadania que inclua, lá no meio, um trecho sobre adolescência. 

Em ambos os casos, você estaria fugindo à proposta original, que não é sobre adolescência, nem sobre cidadania, mas sobre adolescência E cidadania. O segredo do sucesso está em não perder de vista essa conjunção aditiva – o “e” – que liga os dois conceitos, e explorá-la em suas múltiplas implicações. 

2. A tipologia dissertativo-argumentativa

Não se esqueça de que o seu texto, além da adequação ao tema, deve também se ajustar à forma proposta pelas regras do concurso: o texto deve observar a tipologia dissertativo-argumentativa, deve ter de 20 a 30 linhas manuscritas, e empregar a modalidade culta da língua portuguesa.

O texto dissertativo-argumentativo é aquele em que você procura convencer alguém de alguma coisa. Há aqui três elementos muito importantes: a tese, o leitor e a argumentação.

2.1 A tese

Quem convence, convence alguém de “alguma coisa”, certo?

Você sabe que todo convencimento tem um objeto. Você quer convencer seu leitor de “algo”. Esse “algo” é o objetivo último de seu texto, e você precisa ter clareza sobre que ideia é essa com o qual você quer que o leitor concorde ao fim de sua argumentação. Em que você quer que ele acredite? Qual é a sua “tese”? 

Lembre-se de que a tese é um enunciado declarativo: uma afirmação ou uma negação. Ou seja, a tese contém, necessariamente, um verbo. Normalmente, o tema é apenas o sujeito da tese; para que haja uma tese completa é preciso que haja, além do tema, também um predicado, algo que se afirma (ou se nega) sobre o tema.

Um exemplo: ninguém precisa convencer ninguém sobre “adolescência”, porque “adolescência” não é uma tese, mas apenas um tema, uma ideia solta. Ninguém concorda ou discorda sobre a adolescência, em si. Não faz sentido. As discordâncias começam quando se afirma alguma coisa sobre a adolescência.  Considere, por exemplo, a afirmação “a adolescência é a melhor fase da vida”. Há quem concorde, há quem discorde dessa proposição. Aí sim, a argumentação se torna importante. Assim, “a adolescência é a melhor fase da vida” é uma tese, uma tese que se constitui a partir do tema da adolescência.

Veja, portanto, que o conceito de “adolescência”, assim como o conceito de “cidadania”, não são, por si mesmos, teses; são temas. Da mesma forma, “adolescência e cidadania” é apenas o tema, e não a tese da sua redação. Para desenvolver esse tema, você precisa afirmar alguma coisa sobre ele. E seu objetivo será convencer seu leitor de que essa sua afirmação faz sentido, é verdadeira.

Sua tese deve assumir, pois, a forma de uma declaração, que pode ser afirmada ou negada. Veja, abaixo, alguns exemplos possíveis de tese sobre esse tema:

  • É na adolescência que se desperta para o exercício da cidadania.
  • É importante despertar os adolescentes para o exercício da cidadania.
  • Não há verdadeira cidadania sem a participação dos adolescentes.
  • Os adolescentes estão prontos para o exercício da cidadania.
  • Os adolescentes podem ajudar o País a definir seu rumo.
  • Etc.

Os enunciados acima são apenas exemplos de teses cujo desenvolvimento cabe dentro da proposta do Jovem Senador 2020. Há um número incontável de outras teses possíveis e, desde que elas articulem os conceitos de adolescência e cidadania, todas são válidas. Nosso objetivo aqui não é restringir suas opções, mas apenas fornecer alguns exemplos.

O que é importante que você perceba é que todos os enunciados acima são orações, ou seja, têm sujeito e predicado e, portanto, podem ser afirmados ou negados. Isso significa dizer que podem ser defendidos ou atacados. Isso é o que se espera de você: que elabore uma tese sobre o tema, e que a defenda em seu texto. 

E seu texto será tanto mais eficaz quanto você tiver clareza sobre qual é a tese que você está defendendo. Ela não precisa estar explícita no seu texto, mas ela será o fio condutor de toda sua argumentação: ela descreve o lugar para onde você quer levar o leitor. 

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2.2 O leitor

Quem convence, convence “alguém” de alguma coisa. 

Um segundo aspecto importantíssimo do seu texto é para quem você escreve. Perceba, por favor, que você não está escrevendo para si mesmo, nem para os colegas de turma, nem apenas para o seu professor. E perceba, principalmente, que há estratégias de comunicação que funcionam bem no círculo privado; e há estratégias que funcionam melhor no espaço público. 

Em um concurso de redação, como o Jovem Senador 2020, você vai operar em um espaço público, competindo com diversos outros estudantes. Essa situação traz duas implicações importantes: a diversidade de leitores e a pluralidade de textos.  

Em primeiro lugar, seu texto precisa estar preparado para a diversidade de leitores. Para que seja vitorioso no concurso, seu texto passará por pelo menos três diferentes tipos de leitor: 

  • a equipe que sua escola vai montar para escolher a redação que a represente; 
  • a equipe que cada Secretaria de Educação vai montar para escolher as três melhores redações de seu Estado; e 
  • a equipe que o Senado Federal vai montar para escolher a melhor redação de cada Estado. 

É muita gente que vai ler o seu texto, e cada leitor tem expectativas e histórias de leitura diferentes. Por isso, o melhor texto será justamente aquele que conseguir abstrair das condições imediatas de produção, e se dirigir para um auditório universal. 

O que isso significa? Significa que você deve procurar se distanciar do texto, e perceber que o que é óbvio e claro para você talvez não seja óbvio e claro para outras pessoas. O seu texto deve ser capaz de prever e antecipar todos os problemas e questões que os leitores, mesmo os mais distantes, possam ter.

Por exemplo, você pode achar óbvio que “os adolescentes estão prontos para o exercício da cidadania”, e passar o texto inteiro apenas repetindo esse bordão com outras palavras. Acaba, por isso, construindo um texto circular, que fica girando em torno de um só argumento, que você não desenvolve. Isso não é bom, porque um de seus leitores pode discordar dessa visão. Pode achar que nem todos os adolescentes estão prontos para o exercício da cidadania, por exemplo. É fundamental, portanto, que você antecipe esse leitor-adversário, preveja quais são as críticas que ele possa ter em relação à sua afirmação, e procure convencê-lo de que sua tese é verdadeira. E para isso não basta repeti-la. É preciso desenvolvê-la. É preciso conquistar o leitor, esse desconhecido, tomá-lo pela mão e levá-lo até onde você o deseja levar.

Isso envolve, evidentemente, o trabalho com a argumentação, que será visto na próxima seção.

Mas há também outro aspecto a ser considerado. Em um concurso de redações, como o do Jovem Senador 2020, cada leitor lê muitos textos. É preciso se destacar na multidão. Isso não tem nada a ver, é claro, com a apresentação física do texto: não adianta escrever o texto com caneta de várias cores, decorar as margens do texto com figuras lindas ou inventar uma caligrafia especial. Nenhum desses recursos é aceito, e seu texto seria sumariamente desclassificado.

Para que seu texto se sobressaia no conjunto das centenas de textos concorrentes é importante que você procure evitar o senso comum. Aquilo que é óbvio, que todo mundo sabe, não precisa ser dito. É importante que seu texto ofereça uma perspectiva nova, que traga informações que não seriam normalmente mobilizadas por seus colegas. Isso tem a ver com o repertório, sobre o qual falamos mais adiante.

Mas cuidado: inovação não significa incoerência. De nada adianta ser inovador se seu leitor não puder fazer sentido do seu texto, e convencer-se dos seus argumentos. A novidade é, pois, um diferencial; mas o essencial será sempre a argumentação.

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2.3 A argumentação

Há duas maneiras de fazer com que alguém faça algo: pela coação (ou seja, pela força física ou pela pressão psicológica) ou pela argumentação. 

A argumentação é a coluna vertebral do texto dissertativo-argumentativo. Sem ela, a aceitação do texto vai estar refém da boa vontade do leitor. No caso de um concurso em que participam milhares de estudantes, não é exatamente uma boa estratégia contar apenas com a sorte.

Como dissemos na seção anterior, quando for escrever seu texto, procure ter sempre em mente que seu leitor pode ser um adversário, que pode não concordar com as coisas em que você acredita.

 Tome, por exemplo, a tese “É na adolescência que se desperta para o exercício da cidadania”. Essa tese pode lhe parecer muito razoável, mas sempre haverá quem possa discordar dela. Pode haver quem creia, por exemplo, que não é na adolescência, mas na infância, que se desperta para o exercício da cidadania. Pode haver quem acredite que na adolescência se desperta a consciência sobre a importância da cidadania, mas que o exercício da cidadania deveria coincidir com o início da vida adulta. E pode até mesmo haver quem afirme que o conceito de adolescência carece de pertinência política: que não se pode tratar jovens de 12 e de 17 anos da mesma forma. Enfim, toda tese é, por definição, polêmica. Toda afirmação pode ser refutada. E seu papel é preparar o seu texto para escapar dessas armadilhas.

Assim, ao desenvolver seu texto, procure sempre questionar suas próprias escolhas. Procure justificar e sustentar cada uma de suas afirmações. Comporte-se como se estivesse escrevendo, não para alguém que concorda com tudo o que você diz, mas para alguém que discorda de tudo o que você fala. E procure convencê-lo de que a visão que você tem dos fatos é lógica e verossímil.

Além disso, procure construir um texto coeso, em que o leitor consiga reconhecer seu percurso argumentativo. Não pule etapas e não dê grandes saltos. Pense no seu leitor: você precisa conduzi-lo pela mão. É importante que a leitura seja fluente, sem solavancos. Que o leitor não precise ficar indo e vindo no seu texto para entender o que você quer dizer. Muito provavelmente, ele não terá nem tempo nem paciência para isso. Enfim, construa uma cadeia de argumentos, em que se possa reconhecer um roteiro claro, e em que as conclusões derivem logicamente das premissas.

O percurso tradicional – e que corresponde à expectativa da maior parte dos leitores – começa pela introdução, em que se apresenta a tese, e em que quase sempre se conquista (ou não) a atenção do leitor; segue-se o desenvolvimento, em que a tese é desdobrada e analisada por meio de uma cadeia de argumentos, e em que as possíveis objeções à tese são antecipadas e atacadas; e por fim vem a conclusão, em que se retoma a tese, agora sintetizada.

Por fim, não negligencie a forma de seu texto. Em primeiro lugar, seu texto deve ser legível, ou seja, capriche na letra. Observe também a modalidade culta da língua portuguesa, e evite gírias e coloquialismos, além da repetição excessiva de palavras. Releia seu texto várias vezes, e tenha cuidado com os erros de regência e de concordância. Prefira períodos curtos: é muito fácil se perder e comprometer a coesão em períodos muito longos. E jamais perca de vista que você está escrevendo para outra pessoa. Procure colocar-se sempre no lugar dela.

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3. O repertório

Você já sabe que deve convencer alguém de alguma coisa, e que para isso precisa se preocupar com o leitor, com a argumentação e com a definição e a sustentação de uma tese.

Outra questão importante é: onde encontrar os argumentos que dão sustentação a uma tese? 

A busca de argumentos é uma das etapas mais difíceis da elaboração textual. Na Retórica clássica, ela recebe o nome de “invenção”. Hoje é mais frequente que trabalhemos com a ideia de  “repertório”. O repertório, como o próprio nome o diz, é um conjunto de referências que vamos acumulando ao longo da vida, produto das nossas experiências. É o que nos fornece a variedade de argumentos para que possamos sustentar uma afirmação.

Como o concurso de redações do Jovem Senador 2020 está voltado para alunos do ensino médio, é evidente que não se espera, dos textos encaminhados, que mobilizem um repertório muito amplo ou muito sofisticado. Mas é importante pensar e ler um pouco sobre possíveis desenvolvimentos do tema antes de começar a redigir. Você deve procurar evitar desenvolvimentos muito superficiais ou muito banais, ou seu texto não se destacará. Sua história de leituras pode enriquecer as abordagens do tema e nela você poderá encontrar, quem sabe, a pedra angular de seu texto. 

Veja abaixo alguns eixos possíveis de desenvolvimento do tema. São novamente apenas exemplos, para que você, que ainda não sabe por onde começar, possa ter algumas indicações: 

Eixo 1: Político-eleitoral

Uma forma de desenvolver o tema é trabalhar a relação entre os jovens e a democracia eleitoral. Você se concentraria, neste caso, no exercício da cidadania por meio do voto. Este eixo privilegiaria o fato de que exercício do voto dos maiores de 16 anos é uma conquista na Constituição Federal de 1988. As constituições anteriores não reconheciam, aos jovens, o direito de participação ativa na escolha de seus representantes políticos. Há várias estratégias de desenvolvimento desta linha: resgatar os argumentos que mobilizaram os constituintes de 1988 a permitir o alistamento eleitoral dos jovens a partir de 16 anos; fazer uma retrospectiva histórica da participação dos jovens no processo eleitoral ao longo da história da República; comparar a legislação eleitoral brasileira com a de outros países e as proporções de jovens no total da população em cada caso; explorar as taxas de participação e abstenção dos jovens nas eleições; etc. O importante é que, no fim, você conduza o seu leitor a perceber que a participação dos jovens nas eleições aumenta a legitimidade da democracia eleitoral. E lembre-se de que seu leitor pode ser contrário à ideia do voto adolescente, ou seja, que ele pode acreditar que o jovem ainda não está pronto para votar, que os menores de 18 anos, segundo a lei, ainda não são plenamente capazes, etc. Enfim: defenda sua tese, mas não se esqueça de sustentá-la contra possíveis críticas.

Eixo 2: Educacional

Outra possibilidade de desenvolver o tema é trabalhar o exercício da cidadania na formação do adolescente. O eixo envolveria o desenvolvimento da ideia de que a prontidão para o exercício para a cidadania se forma também na escola e que seria necessária a criação de instrumentos curriculares (disciplinas ou atividades, por exemplo) e aparelhos educacionais (mutirões, centros de apoio, etc.) que estimulassem a participação do estudante nas atividades da comunidade. Entre as possibilidades de desenvolvimento, salientam-se: resgatar a perspectiva da pedagogia contemporânea acerca do papel da escola na comunidade, e da importância da formação integral e da participação política dos jovens; analisar exemplos de sistemas e experiências escolares que têm contribuído para a consciência cidadã dos jovens, observando suas limitações e acertos; criticar a compartimentação disciplinar da estrutura curricular e mostrar o papel que a cidadania pode exercer como elemento de motivação e aglutinação temática dos conteúdos escolares; etc. O grande risco aqui é ficar simplesmente dizendo que a escola deveria fazer isso, ou que a escola deveria fazer aquilo, sem de fato desenvolver um texto argumentativo. Evite, pois, o tom meramente propositivo: seu objetivo primário não é propor um novo modelo de escola, mas defender uma tese: a de que o exercício da cidadania é parte essencial da formação do adolescente. 

Eixo 3: Cultural

Uma terceira possibilidade de desenvolver o tema é explorar a ideia de que não há verdadeira cidadania sem a participação ativa dos adolescentes. É preciso ouvir e respeitar os jovens. Os adolescentes foram historicamente rebaixados a adultos incompletos, ainda em processo de formação. Suas opiniões e posições são frequentemente negligenciadas, como se seus valores e interesses fossem menos importantes do que os dos adultos. No entanto, os adolescentes não são cidadãos de segunda categoria e deveriam ter acesso aos canais de expressão, discussão e deliberação sobre os rumos do País que herdarão. Esse eixo é mais amplo que eixo político-eleitoral, porque não envolve apenas o instante eleitoral da democracia, mas a própria noção de democracia participativa, com direito à igualdade de participação em todos os âmbitos da vida nacional. Entre as possibilidades de desenvolvimento desse eixo salientam-se: fazer uma retrospectiva histórico-crítica do processo de exclusão e segregação dos jovens da participação na vida comunitária; aprofundar a crítica às teorias do desenvolvimento que representam o jovem como um adulto incompleto, sem autonomia e sem capacidade plena de decisão; investigar as implicações do conceito de “lugar de fala”, e a importância de que o jovem fale por si mesmo, e não por meio de porta-vozes adultos; explorar a importância de que o jovem participe das decisões que afetam seu próprio futuro; etc. Em todos esses casos, não perca de vista que o objetivo seria provar que o jovem pode e deve participar da vida da comunidade, em condições de igualdade com os demais. Mas, mais uma vez, lembre-se de que seu leitor pode discordar dessa ideia, e que seria preciso antecipar e combater eventuais argumentos contrários.

Frise-se, uma vez mais, que os eixos acima apresentados são apenas possibilidades de desenvolvimento do tema, e que este texto tem apenas a finalidade de ilustrar, mas jamais de restringir, percursos disponíveis para a elaboração das redações.

O resto é com vocês.

Bom trabalho, e esperamos por vocês em Brasília.

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