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São Paulo tem estratégia especial para o Jovem Senador 2017

Coordenadora da maior rede de ensino do Brasil, com 5.127 escolas, 3,7 milhões de alunos e mais de 220 mil professores, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo adota uma logística especial para viabilizar sua participação no Projeto Jovem Senador. As redações selecionadas em cada escola pública de Ensino Médio são encaminhadas inicialmente às Diretorias Regionais de Ensino, que fazem uma primeira triagem dos melhores textos.

Num segundo momento, as Regionais de Educação enviam as redações para a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que seleciona os três melhores textos daquela unidade da Federação e os envia ao Senado Federal para a escolha da vencedora do estado por uma comissão julgadora.

Em palestra apresentada no Encontro de Coordenadores do Jovem Senador 2017, realizado no último dia 23 de março em Brasília, Emerson Costa, coordenador do projeto em São Paulo, ressaltou a importância do trabalho articulado de todas as 91 diretorias regionais e a Secretaria de Educação.

“Dada a dimensão da rede paulista para o Ensino Médio, seria impossível para as equipes do Centro de Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional – CEFAF, que integra a Coordenadoria da Gestão da Educação Básica – CGEB da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, centralizar o processo de divulgação, orientação, logística e seleção do Programa Jovem Senador de todo o estado de São Paulo. Portanto, a atuação dos Professores Coordenadores dos Núcleos Pedagógicos – PCNP das 91 Diretorias de Ensino Regionais – DER é fundamental para o sucesso do Programa Jovem Senador em São Paulo. Especialmente porque eles têm contato direto com escolas e professores, o que facilita o processo e garante um acompanhamento amplo, mas ao mesmo tempo específico para cada necessidade”.

As 220 escolas técnicas do Estado de São Paulo, embora vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, também podem participar do Jovem Senador e encaminham suas redações para a Comissão de Seleção do Órgão Central – CSOC. Em 2017, a Jovem Senadora de São Paulo, Marina Vivianne Carcassola, foi vencedora representando a Escola Técnica Estadual Padre Carlos Leôncio, da cidade de Lorena, cujo orientador foi o Professor Francis Fernando Lobo.

Em 2016, em todo o Estado de São Paulo, foram mobilizados 28.235 alunos, 763 professores e realizadas 13.538 redações. A Comissão de Seleção do Órgão Central - CSOC, que avalia e seleciona as redações no âmbito da Secretaria de Educação, recebeu 241 redações.

Segundo Emerson Costa, um grande diferencial do Programa de Trabalho da Secretaria de Educação é centralizar esforços na competência leitor – escritor dos adolescentes. “O Currículo do Estado de São Paulo pauta-se em competências e habilidades, utilizando conteúdos como meio, no processo de ensino/aprendizagem dos alunos. Dentre todas as competências e habilidades, as competências leitora e escritora têm prioridade”.

O Currículo do Estado de São Paulo (2012) prevê: “Em uma cultura letrada como a nossa, a competência de ler e escrever é parte integrante da vida das pessoas e está intimamente associada ao exercício da cidadania. [...] Nesse sentido, os atos de leitura e de produção de textos ultrapassam os limites da escola, especialmente os da aprendizagem em língua materna, configurando-se como pré-requisitos para todas as disciplinas escolares”.

Para o coordenador Emerson Costa, além de Língua Portuguesa, os demais componentes curriculares se encarregam das competências. “Sendo o produto para inscrição dos alunos no Jovem Senador uma redação, ele surge como possibilidade de trabalho para o desenvolvimento de leitura e escrita pelos professores junto aos alunos, ao mesmo tempo em que se encarregam de aplicar o currículo de seus componentes curriculares. Há um exercício de articulação por parte dos docentes no que tange a abordagem do tema do programa ao seu trabalho cotidiano. Portanto, professores de todas as áreas encontram facilitadores para orientar os alunos na participação do Programa Jovem Senador.

Há quatro anos atuando no Jovem Senador, Emerson é entusiasta do projeto e acredita que a mobilização dos alunos com o tema deste ano será grande. “Sendo a escola um espaço de pluralidade, entendemos que a temática para o ano de 2017 do Jovem Senador despertará o interesse de muitos alunos e será determinante para o sucesso. A pluralidade faz parte do cotidiano e a redação é um instrumento valioso para propagar as vozes dos estudantes. Além disso, é a oportunidade de eles amplificarem oficialmente para o país todo suas considerações”.

 

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