Líderes partidários dizem que ano eleitoral não vai comprometer a produtividade do Congresso Nacional
Os líderes partidários declararam que as eleições de outubro não devem comprometer as votações no Congresso. A oposição defende concentrar os trabalhos no primeiro semestre, com foco na derrubada dos vetos à dosimetria (Veto 03/2026) e à regularização de terras na faixa de fronteira (Veto 06/2026). Já o governo quer votar até julho a pauta prioritária, que inclui o fim da escala 6x1, com base na PEC 148/2015, que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais .

Transcrição
Os líderes de diversos partidos já avisaram que as eleições de outubro não vão impedir votações importantes neste ano.
Os senadores já decidiram intensificar o trabalho no primeiro semestre com uma pauta considerada relevante para que possam se dedicar às campanhas a partir de agosto.
Pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral, as convenções partidárias, que estabelecem as coligações e as indicações dos nomes dos candidatos para os cargos em disputa, vão ocorrer a partir do dia 20 de julho até 05 de agosto, período de parte do recesso parlamentar.
O vice-líder da oposição no Senado, Marcos Rogério, do PL de Rondônia, afirmou que a bancada tem entre outras prioridades a derrubada dos vetos ao projeto da dosimetria, que reduz a pena dos condenados pelos atos do 8 de janeiro, e da regularização de terras na área de fronteira.
Marcos Rogério reforçou que as eleições de outubro apenas concentram as votações no primeiro semestre sem impedir o trabalho legislativo.
(senador Marcos Rogério) "O calendário eleitoral não pode servir de justificativa para a não-produção. Acho que o Parlamento tem que produzir e nós temos pautas importantes para votar. Agora é inevitável que a gente tenha que fazer um esforço maior no primeiro semestre porque o segundo semestre acaba sendo comprometido um pouco com o calendário eleitoral".
O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá, também disse que o Palácio do Planalto vai concentrar suas prioridades no primeiro semestre.
Entre elas, o fim da chamada escala 6 por 1 para garantir dois dias de folga para os trabalhadores.
Segundo Randolfe, o presidente Lula vai decidir se vai enviar um projeto ou apoiar a aprovação de propostas já em discussão no Congresso Nacional.
(senador Randolfe Rodrigues) "A prioridade absoluta do governo é o fim da escala 6 por 1 e a regulação do trabalho por aplicativos. Então, para nós o programa do governo será realizado se a gente conseguir até junho votar o fim da escala 6 por 1".
Já está no Plenário a proposta de emenda à Constituição do senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais de forma gradual no período de cinco anos.
Segundo a PEC, a mudança não implica diminuição do salário e as folgas serão preferencialmente aos sábados e domingos mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

