Filho de Maurício Camisotti apresenta atestado médico e reunião da CPMI do INSS desta segunda (09) é cancelada
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu cancelar a reunião desta segunda-feira (09) que ouviria o empresário Paulo Camisotti após a entrega de um atestado médico. Ele afirmou que a comissão não aceitará expedientes protelatórios e que poderá adotar medidas como condução coercitiva para garantir os depoimentos dos investigados. Também falaria à CPMI hoje o deputado estadual maranhense Edson Araújo, também investigado pelos descontos sem autorização em aposentadorias e pensões.

Transcrição
Os integrantes da CPMI do INSS ouviriam nesta segunda-feira o empresário Paulo Camisotti, que é filho e sócio em empresas de Maurício Camisotti, um dos investigados como líder da fraude que vitimou aposentados e pensionistas.
Mas ele apresentou um atestado médico “informando a impossibilidade de comparecimento à oitiva”.
Em resposta, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, cancelou a reunião em que teria o depoimento também do deputado estadual maranhense Edson Araújo, investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto.
Ele afirmou que a CPMI não “aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar investigações”.
Carlos Viana avisou que “as providências legais e regimentais cabíveis serão adotadas" ao lembrar que a comissão pode se valer da condução coercitiva, ou seja, quando o depoente é obrigado a comparecer.
Na semana passada, Carlos Viana pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, autorização para o depoimento do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. Da Rádio Senado, Rodrigo Resende.

