Senadores defendem voto em cédulas para a escolha do presidente do Senado

Da Redação | 02/02/2019, 12h58 - ATUALIZADO EM 02/02/2019, 13h09

Continua no Plenário do Senado a discussão sobre a votação por cédula para a escolha, logo mais, do novo presidente do Senado. Após a definição de que o voto deve ser secreto, em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os senadores passaram para a definição da forma de votação. Foram apresentadas questões de ordem para que a votação não seja feita em urna eletrônica.

Selma Arruda (PSL-MT) defendeu o voto em cédula como forma de que os senadores possam mostrar de que maneira votaram.

— Votar secretamente na urna e declarar outra coisa não é transparência. Nós queremos transparência de verdade. Pegue seu voto e mostre. Isso só se faz com cédula — argumentou.

Eduardo Braga (MDB-AM)  pediu a votação em urna eletrônica, o que não tiraria o direito de cada senador declarar seu voto. Para ele, o voto secreto é uma forma de evitar pressões que poderiam influenciar no resultado da votação.

— Não é possível que 81 homens e mulheres que compõem o Senado da República precisem mostrar o voto a alguém sob a suspeita de não estarem votando naquilo que o outro quer que votem — disse o senador.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou questão de ordem para que a votação seja realizada com cédulas. Ele argumentou que todas as eleições para a Presidência do Senado sempre foram feitas por meio de cédulas e que mudar a regra durante o processo seria casuísmo. Fabiano Contarato (Rede-ES) fez um apelo aos colegas para que declarassem seus votos.

José Maranhão (MDB-PB) disse que não há impedimento para que a votação seja em cédulas, mas lembrou que a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), tetraplégica, teria dificuldade de votar secretamente dessa maneira, porque o sistema eletrônico permite a votação com movimentos de cabeça e na votação com cédula ela teria de ser assistida. A senadora não se opôs às votação em cédula, já que pretende declarar o voto.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)