Randolfe critica novo reajuste da tarifa de energia elétrica no Amapá

Da Redação | 13/12/2018, 14h14 - ATUALIZADO EM 13/12/2018, 16h16

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou de absurdo o recente reajuste de 5% feito pela Companhia de Eletricidade do Amapá na conta de luz dos consumidores locais. No Plenário do Senado, nesta quinta-feira (13), ele disse ser inaceitável, principalmente levando-se em conta o fato de o estado ser exportador de energia elétrica para todo o país.

— Segundo dados recentes do IBGE, 20% de sua população está padecendo do desemprego. Isso significa mais de um terço da população economicamente ativa está sem trabalho, o que tem gerado um caos social. Rondônia, Paraná e Pará e Amapá são os quatro estados exportadores de energia. Parte da energia consumida no Distrito Federal e em São Paulo, por exemplo, é fornecida pelo meu estado através de cinco usinas — afirmou.

Randolfe disse que apresentou dois projetos de lei sobre o assunto. Um deles determina que estados exportadores de energia elétrica não incorrerão na bandeira tarifária vermelha (PLS 390/2018). O outro estabelece que todos aqueles consumidores residenciais com consumo inferior a 70 quilowatts por mês e inclusos em programas sociais, estariam isentos do pagamento da tarifa de energia (PLS 469/2018).

Justiça

O parlamentar informou ainda que vai protocolar nesta sexta-feira (14) na Justiça Federal do Amapá, uma ação popular contrária à autorização do reajuste. E ainda fez um apelo ao governador reeleito do estado, Waldez Góes (PDT).

— Eu não votei no atual governador, nem no primeiro, nem no segundo turno. Mas estarei aqui, no Senado, para contribuir de todas as formas. É hora de unirmos os diferentes, para impedir que prospere esse absurdo. Eu rogo ao governador que utilize a possibilidade que tem do poder de veto, para impedir que isso ocorra. É certo que alguns argumentarão que existem o chamado equilíbrio econômico-financeiro e as regras do mercado. Mas, a essa altura, o equilíbrio econômico-financeiro de uma empresa não pode estar acima do drama do sofrimento do desemprego dos amapaenses — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)