Lasier Martins diz que saída de cubanos não levou à paralisação do Mais Médicos

Da Redação | 11/12/2018, 15h15 - ATUALIZADO EM 11/12/2018, 15h35

O senador Lasier Martins (PSD-RS) afirmou nesta terça-feira (11) em Plenário que a saída dos cubanos que participavam do programa Mais Médicos não provocou problemas de falta de atendimento nos municípios do interior do país, como previam críticos do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Lasier Martins disse também que o presidente eleito não deve ser responsabilizado pela decisão do governo cubano de retirar do Brasil esses profissionais, que seriam, de acordo com ele, apenas paramédicos. Ele disse que Bolsonaro havia condicionado a permanência dos profissionais de Cuba se os contratados ficassem com todo o salário e não fossem obrigados a repassar 80% dos seus proventos ao regime de Havana. Bolsonaro também exigiu que, para desempenhar seu trabalho, os profissionais cubanos se submetessem ao exame de reavaliação, o Revalida, para confirmar suas aptidões.

— Bastou o presidente eleito, Bolsonaro, condicionar a permanência dos cubanos ao exame de revalidação e ao salário integral que lhes era pago para se instalar o pânico. O governo cubano determinou o retorno imediato de 8.602 médicos integrados ao programa — afirmou o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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