Comissões debatem propostas para melhoria do ensino público

Da Redação | 06/06/2018, 20h40 - ATUALIZADO EM 13/06/2018, 19h38

Uma escola que ensine a pensar e ofereça espaços que aumentem o interesse dos alunos pelo ensino. As ideias foram defendidas durante audiência conjunta das comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Educação, Cultura e Esporte (CE). O debate sobre "Desenvolvimento de Competências Sociais e suas Implicações para o Mercado de trabalho no Futuro" foi realizado nesta quarta-feira (6).

Na audiência, a professora Claudia Costin, na condição de especialista em políticas públicas, disse que o aluno precisa aprender que ele é o portador de um sonho, construtor da sua vida e responsável pela sua escolaridade. Para Kostin, a escola tem que ensinar a pensar, inclusive ensinar a pensar criticamente. Isso significa que não é professor que vai transmitir ao aluno sua visão de mundo, mas formá-los como pensadores autônomos, o que ela considera muito mais desafiador.

A representante do Ministério da Educação (MEC) Fernanda Marsaro dos Santos destacou a importância de elevar os investimentos visando a melhoria da infraestrutura das escolas.

— O orçamento é um caso a se pensar uma vez que a melhoria da qualidade da infraestrutura dos espaços escolares seguramente poderá contribuir para diminuir a evasão. Quem é que não gosta de estudar num lugar bonito, organizado e que se sente bem, e que tem uma boa merenda escolar? — questionou.

Segundo Fernanda, a ampliação da oferta de recursos tecnológicos, por exemplo, dará às escolas maiores condições de oferecer não só um ensino de melhor qualidade, contribuindo para um maior engajamento dos alunos.

A senadora Marta Suplicy (MDB-SP), que presidiu a sessão, afirmou que o Brasil está tentando fazer uma revolução no ensino com a aplicação da Base Nacional Comum Curricular. A senadora paulista também destacou a importância de investir na formação continuada dos professores que já estão no dia a dia do ensino, para que eles possam ir se apropriando aos poucos das mudanças em curso.

— Isso é o que tem que ser feito e eu temo é que as universidades não estejam entendendo ou não queiram se reestruturar e gastar e pesquisar para trazer o novo professor. Não adianta ser apenas melhor remunerados. Se não souberem ensinar, pouco vai adiantar.

O senador Roberto Muniz (PP-BA) concordou com a senadora Marta, afirmando que a Base dará uma enorme oportunidade para o país mudar no campo da educação, mas reconheceu que se trata de um enorme desafio. Ele também defendeu que sejam feitos investimentos na formação de gestores da educação, a exemplo dos diretores das escolas, e não apenas nos professores.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)