Sessão do Congresso Nacional reconhece papel da Rede Amazônica no fortalecimento da região

Sergio Vieira | 19/09/2017, 16h16 - ATUALIZADO EM 19/09/2017, 20h48

O Congresso Nacional realizou nesta terça-feira (19) uma sessão solene em homenagem aos 45 anos da Rede Amazônica, o maior grupo de comunicação da região norte. Afiliada da Rede Globo, a Amazônica atua também nas áreas de rádio e internet.

O papel do fundador do grupo, Phelippe Daou, na defesa do desenvolvimento da infraestrutura para a região, do fortalecimento da Zona Franca de Manaus e na divulgação da cultura regional foi destacado pelos participantes.

Impactos

Para o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), Daou, que faleceu em dezembro do ano passado, exerceu um papel de liderança no desenvolvimento da infraestrutura para toda a região amazônica, provocando um profundo impacto na economia. Isso porque, para o senador, Daou era um empresário "com visão de estadista", e colocou a força de seu conglomerado de comunicação na defesa de causas ligadas ao desenvolvimento.

— Não existiria o gasoduto Urucu-Coari-Manaus se não fosse a luta da Rede Amazônica. Assim como não estaríamos interligados ao sistema elétrico brasileiro, pois também não existiria o linhão Tucuruí-Santana-Manaus, outra causa permanente desta emissora — afirmou o senador. Ele citou ainda campanhas ligadas às BR-364 e BR-319 (esta, pela sua recuperação) como outras marcas registradas da rede.

O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) também afirmou entender que com o passar dos anos a Rede Amazônica transcendeu a função de um conglomerado de comunicação, tornando-se na prática uma "intransigente defensora da Amazônia e seus valores".

— E acho que o velho Daou tinha uma predileção pela Zona Franca de Manaus. Ai de quem se atrevesse a prejudicar o modelo da Zona Franca, que lá estava a Rede Amazônica pra tomar as dores... — descreveu o deputado.

Identidade

Para Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a emissora agiu desde a década de 1970 buscando construir uma identidade entre todos os povos da Amazônia, e que fosse interligada aos interesses nacionais.

— É por isso que estados como o Amapá, Roraima, Acre, Rondônia e Amazonas sentem gratidão pela Rede Amazônica. Ela tomou para si a missão de integrar a região, inclusive culturalmente. Vocês deram uma contribuição definitiva para a nossa história — afirmou, dirigindo-se aos atuais dirigentes da emissora, presentes à homenagem.

Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) também disse entender que a Rede Amazônica inspira os parlamentares da região na defesa de seus interesses no Congresso Nacional e em outras instâncias de poder em Brasília, entre outras razões por sempre ter praticado "um jornalismo sério, amplo e de qualidade, dando voz às diversas correntes políticas".

A sessão foi aberta pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira, que também abordou o papel vanguardista da emissora.

— Antes da Rede Amazônica, é preciso ressaltar que os conteúdos de mídia produzidos sobre a região eram quase todos externos. A percepção dos problemas amazônicos era filtrada pela visão de quem habitava fora dela — destacou.

E para Omar Aziz (PSD-AM), que requereu a homenagem, a emissora é querida pelos povos amazônidas porque "tem sotaque, tem nossos trejeitos, fala do que interessa a nós e à nossa cultura, da floresta e dos problemas cotidianos deste povo".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)