Para Vanessa Grazziotin, reforma trabalhista não tem nada de moderno

Da Redação | 16/05/2017, 14h34 - ATUALIZADO EM 16/05/2017, 14h37

A reforma trabalhista contida no PLC 38/2017 em tramitação do Senado nada tem de moderno, não aumenta a produtividade e nem faz com que o país se desenvolva. A constatação é da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que rebateu os defensores da proposta numa sessão temática no Plenário nesta terça-feira (16).

Ela também criticou os debatedores que lhe antecederam e que reclamaram do excesso de reclamações trabalhistas no país. Para a representante do Amazonas, querem diminuir as ações judiciais tirando direitos dos empregados:

— Qual a característica das ações? Cerca de 65% são por falta de cumprimento da lei na rescisão contratual, ou seja, na hora da demissão. Por que, em vez de retirar direitos, não propõem que todos paguem o que devem. Se o patrão pagar o que deve ao trabalhador, não tem problema, não haverá mais ação — afirmou.

Outros dois pontos da reforma criticados pela senadora foram a prevalência do negociado sobre o legislado e a jornada intermitente, que permitirá o pagamento por hora do empregado. Isso, segundo ela, permitirá muita gente receber menos que um salário mínimo no fim do mês.

Vanessa Grazziotin criticou também a pressa dos aliados do governo para aprovar o projeto;

— Não há regime de urgência e não venham querer enganar o povo. Um projeto desse não pode tramitar menos de um mês no senado. É inadmissível — finalizou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)