Senado é iluminado com a cor azul para lembrar o Dia Mundial do Autismo

Da Redação | 05/04/2017, 18h47 - ATUALIZADO EM 06/04/2017, 17h12

Durante a primeira semana de abril, até o próximo sábado (8), o prédio do Senado será iluminado com a cor azul para lembrar o Dia Mundial do Autismo, celebrado no dia 2. A iniciativa partiu dos senadores Romário (PSB-RJ) e Paulo Paim (PT-RS). A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008 e a cor azul foi escolhida pelo fato de o transtorno ocorrer três vezes mais em meninos do que em meninas.

Romário é autor do projeto de lei (PLS 208/2016) que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996) a obrigatoriedade de implementação, nos sistemas de ensino, de programas e ações para jovens e adultos com deficiência. Relatado por Paim, a proposta está na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), pronta para ser incluída na pauta.

Em pronunciamento em Plenário, na última segunda-feira (3), a senadora Ângela Portela (PT-RR) afirmou que a data é uma das formas que pais e profissionais de saúde encontraram para chamar a atenção para o Transtorno do Espectro Autista, também conhecido pela sigla TEA. A parlamentar é autora de projeto já aprovado pela Câmara dos Deputados que obriga a aplicação de exame de risco de desenvolvimento infantil em crianças de até 18 meses. As características do transtorno são diferentes para cada pessoa, por isso a dificuldade de mapeamento.

— Em uma estimativa conservadora, há dois milhões de autistas no Brasil. Para se ter uma ideia da abrangência do problema, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, há mais crianças dentro do espectro do que com aids, câncer e diabetes, somadas — alertou a senadora, ressaltando os enormes desafios médicos e educacionais que essas pessoas enfrentam.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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